DECORAÇÃO Fomos esquecidos neste Natal Há menos de um mês para as festas, Brasília só tem brilho graças aos shoppings
Nem os tradicionais “véus de noiva” dos Ministérios, as luzes da Torre de TV ou a Vila do Papai Noel. Há 27 dias do Natal, os monumentos da capital não refletem o espírito da data. De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal, ainda não foi definida a decoração da cidade para as festas de fim de ano. Nem a Árvore de Natal da Esplanada foi confirmada pelo órgão.
Pensando nas vendas, os shoppings já estão com os temas natalinos a todo vapor. E aos poucos, algumas quadras do Plano Piloto também começam a entrar no clima. Porém, todos os preparativos são de iniciativa dos moradores e comerciantes. “Este ano nem nos demos ao trabalho de pedir apoio a Administração Regional, porque sabemos que não seremos atendidos”, lamenta o Prefeito da 308 Sul, Amaro Luiz Peixoto.
Tombada pelo Patrimônio Histórico, a quadra da Igrejinha está começando a montar as luzes natalinas. Segundo o prefeito, os recursos financeiros foram arrecadados exclusivamente com os moradores. “Pagamos um valor alto de IPTU, mas o governo não dá atenção devida à quadra. Se somos nós mesmos que aparamos o mato, imagine esperar que a administração vá oferecer iluminação de fim de ano”, critica.
No ano passado, o clima de turbulência política foi o responsável pelo atraso na instalação das luzes e decoração da cidade. Só no dia 4 de dezembro, a gestão do governador Rogério Rosso, que assumiu após a queda súbita do governo Arruda, instalou a decoração pública de Natal. Mas, sob a justificativa de contenção de gastos, em 2010, nem a Vila do Papai Noel, nem a árvore de Natal tecnológica, que foi atração nos anos anteriores com um show de luzes na Esplanada, foram montadas. Ainda de acordo com a Secretaria de Comunicação, a árvore tecnológica que custou R$ 2,3 milhões em 2008, também está descartada para este ano, por ter apresentado muitos problemas.
Como é função da Companhia Energética de Brasília (CEB) instalar as luzes natalinas, o Alô Brasília fez contato com a empresa. A Assessoria de Comunicação afirmou que as negociações com o governo estão sendo concluídas. Mas entre os pontos de divergência, até mesmo a definição de como a CEB será ressarcida pelo custo extra de energia não foi totalmente resolvida. “Só para decorar a Torre de TV, por exemplo, são necessárias 15 mil lâmpadas”, explicou o consultor da CEB, Mauro Alvez Pinheiro. “Muitas pessoas têm nos ligado pedindo iluminação em suas quadras. Ainda em função dos custos, esse tipo de serviço só pode ser executado com autorização da Administração Regional”, informou.
Fonte: Jornal Alô Brasília/ Michel Aleixo
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