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PESQUISA Adolescentes morrem mais no Distrito Federal

DF é a segunda onde mais ocorrem homicídios entre jovens de 12 a 17 anos (Foto: Rafaela Felicciano)

 

Adolescentes morrem mais no DF,capital está em segundo lugar no País

 

 

O Distrito Federal tem as menores taxas de analfabetismo, evasão escolar, gravidez precoce e trabalho juvenil. Porém, é a segunda unidade da federação onde mais ocorrem homicídios entre adolescentes de 12 a 17 anos, ficando atrás apenas do Espírito Santo. O dado alarmante foi divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que ressaltou a extrema desigualdade social como um dos fatores causadores do aumento do assassinato de jovens brasilienses.

 

Segundo a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, esse ainda é um problema para o Distrito Federal, que precisa ser resolvido de alguma forma.

 

A taxa de homicídios de jovens entre 12 e 17 anos na capital é quase duas vezes maior que a média nacional. O aumento no DF acompanhou o crescimento deste tipo de crime em diversos outros estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

 

Segundo Marie-Pierre, o objetivo é desconstruir o preconceito que vê o adolescente como um problema.  A dificuldade  seria o contexto onde ele nasce, cresce e vive. “Ainda existe esse preconceito de que o adolescentes é o autor da violência, mas eles são responsáveis por menos de 5% dos homicídios no País e representam mais de 10% das vítimas.”

 

Vulnerabilidade

 

Dentro desse contexto, o Unicef identificou grupos em que os adolescentes se encontram em maior vulnerabilidade e merecem uma atenção especial das políticas públicas. Eles são quatro: as vítimas de exploração sexual, as mães adolescentes, os adolescentes chefes de família e aqueles que vivem na rua. Também foi registrado que os negros são mais vulneráveis e têm o risco multiplicado por quatro.

 

O relatório divulgado ontem objetiva alertar o poder público das vulnerabilidades sofridas por essa parcela da população, que já representa 10,2% dos residentes no DF. O estudo conclui que o simples fato de ser adolescente faz com que determinados fatores incidam de forma mais incisiva sobre esses meninos e meninas, se comparados a outros grupos etários da população.

 

Nove fenômenos sociais foram apresentados como aqueles que comprometem de forma mais grave o desenvolvimento dos adolescentes. São eles, a pobreza extrema, a baixa escolaridade, a exploração do trabalho, a privação da convivência familiar e comunitária, a violência que resulta em assassinatos de adolescentes, a gravidez, a exploração e o abuso sexual, as DST/Aids e o abuso de drogas.

 

No entanto, em muitos dos dez indicadores apresentados como forma de avaliar o grau de vulnerabilidade dos adolescentes de cada estado do País, o Distrito Federal lidera os melhores resultados (veja quadro).


Fonte: Da Redação do Clica Brasília


 

 

 

 

 

 
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