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Briga derruba operário do 17º andar de prédio

Joaquim Rodrigues desferia golpes com um martelo em Ricardo Floriano quando caiu da obra. Há suspeita de homicídio


 

Vandré Abreu
Ocarpinteiro Joaquim Rodrigues dos Santos, de 36 anos, estava no 17º e último andar do Residencial Pedra do Mar, ainda em construção no Parque Oeste Industrial, por volta das 14h30  de ontem com outros três operários, entre eles Ricardo Floriano, de 30 anos. Apesar de não haver motivo aparente ou conhecido, Joaquim começou a agredir os demais, tentou derrubar Ricardo lá de cima, caiu por cima dele, desferiu-lhe marteladas na cabeça e, ao ouvir gritos do irmão, José Rodrigues, se levantou e caiu do andar, ou foi atingido por um chute e caiu. Ele bateu em uma armação de madeira e ferro e morreu no local, já no chão.
A versão apresentada em relação a uma possível queda por desequilíbrio foi relata por Ricardo, José e os outros dois operários no 20º DP, no setor Sudoeste, e depois, na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), à delegada titular Adriana Ribeiro. Já outros operários da obra, que não se identificaram, afirmam que Joaquim foi jogado do 17º andar após sofrer uma rasteira. Outro operário, de uma obra em frente, relatou que Joaquim não foi jogado, mas que caiu ao tropeçar quando o irmão tentou apartar a briga. Em ambos os casos, os motivos da reação de Joaquim não foram esclarecidos. Ele conta que se espantou com o barulho da discussão e da queda.
Os operários contaram no 20º DP que conversavam normalmente entre eles e que Joaquim nem trabalhava na área, mas estava lá os “vendo trabalhar”. Assim, na versão deles, de repente Joaquim começou a tentar jogá-los e, sem sucesso, os agrediu com o martelo. Segundo os operários, eles falavam de amenidades e coisas relacionadas ao trabalho. Eles negam ter provocado Joaquim ou ter tratado de qualquer tema controverso. O irmão, José, diz que Joaquim nunca teve qualquer surto nervoso, nem havia bebido e, pelo o que sabe, não usava drogas. O homem era casado há cerca de 15 anos e deixa um filho de apenas 12 anos.
Segurança
José garantiu aos policiais que Ricardo não empurrou Joaquim e conta que não sabe o que teria ocasionado a briga. Segundo relatou, ele estava longe do desentendimento e saiu correndo ao ver o irmão dando marteladas em Ricardo. Assim, ele gritou “para, para com isso” e, neste momento, o irmão teria levantado e escorregado. Joaquim usava um equipamento de segurança, mas não estava conectado aos fios que o prenderia.
O advogado da Dinâmica Engenharia, Arthur Rios, disse que a empresa fornece todos os materiais de segurança e que Joaquim seria uma pessoa tranquila, sem qualquer histórico de violência. O caso continuará sendo investigado pela DIH. O prédio do qual o carpinteiro caiu fica a poucos metros de outro edifício em construção, no setor Celina Park, em que uma laje caiu no último dia 23 de setembro. Na ocasião, três operários morreram e cinco ficaram feridos.
Fonte: Jornal O Hoje

 

 
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