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Alto risco em duas BRs de Goiás

Duas rodovias que cortam o Estado estão entre as 15 mais perigosas do Brasil, aponta PRF

Diagnóstico divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) às vésperas das festas de final de ano mostra que duas rodovias que cortam Goiás estão entre as que mais registram acidentes graves no País. O trecho do quilômetro 0 ao 10 da BR-040 apresenta o 8º índice de gravidade entre 60 trechos analisados, com pontuação de 2.259. Já a BR-153, entre os quilômetros 500 e 510 (perímetro urbano de Goiânia), aparece em 13º, com a taxa de 2.013. Os dados foram calculados com base nas ocorrências registradas em 2010.

Naquele ano, na BR-040, por exemplo, foram contabilizados 22 acidentes com mortes, 264 com vítimas feridas e 389 sem vítimas. Já no perímetro urbano de Goiânia, foram 22 com óbitos, 232 com feridos e 303 sem vítimas. No total, foram analisados 60 trechos de dez quilômetros de extensão (600 quilômetros ao todo), que, juntos, respondem por 22% dos acidentes mais graves atendidos pela PRF.
O trecho urbano da BR-153, segundo informa o inspetor Newton Moraes, chefe do departamento de comunicação da PRF em Goiás, era bastante problemático, mas ações realizadas a partir de junho passado contribuíram para minimizar as ocorrências. Uma delas foi a implantação de redutores de velocidade. Segundo o inspetor, este ano, de janeiro até a última segunda-feira (19), foram contabilizados 16 óbitos naquele trecho, sendo que todos ocorreram antes de serem implantados os equipamentos.
Moraes observa que, com a velocidade limitada e com o motorista sabendo que “vai doer no bolso”, as ocorrências diminuíram. “Infelizmente, o que gerência o trânsito é o valor da multa e não a consciência do condutor”, acrescenta. Outra medida está relacionada ao fechamento de retornos no trecho, como o que ficava na área dos motéis.
Trechos urbanos
O inspetor Lyzandro Onasses, chefe da 1ª delegacia da PRF em Goiás, observa que trechos urbanos têm grande circulação de veículos e também de pedestres. Essa combinação, segundo ele, em um local que, muitas vezes, falta passarelas, redutores de velocidade ou sinalização adequada, pode redundar em acidentes. “Por isso, com esses índices de acidentes, esse ano começamos a propor ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) o aumento no número de radares”, diz.
Onasses salienta que está em estudo o fechamento de retornos onde ocorrem muitos acidentes. Ele diz que há intensificação da fiscalização nas rodovias de maior risco. Apesar das medidas, o inspetor esclarece que é necessária também a conscientização da população. Ele lembra que não faz parte da cultura brasileira obedecer a fiscalização. “As pessoas teimam em andar além da velocidade e não respeitar a distância e o pedestre teima em atravessar fora do local.”  A orientação da PRF é para que os condutores obedeçam a sinalização e a distância entre veículos, revisem os veículos e usem o cinto. A PRF em Goiás divulga hoje a operação para o final do ano.
Fonte: O Hoje/ Wanessa Rodrigues

 

 
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