Pesquisa da FGV aponta aumento no custo da educação privada no DF
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, nesta quarta-feira (2/2), o levantamento do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que indicou uma variação de 1% nas despesas dos brasilienses. Entre a terceira e a quarta semana de janeiro, a inflação em Brasília teve um aumento de 0,04 ponto percentual, pulando de 0,96% para 1%.
O número é uma média de todos os itens avaliados, entre eles, educação, alimentação, habitação, vestuário, saúde, transportes e despesas diversas. O item que mais alavancou o aumento, nesta quarta semana de janeiro é referente a Educação, Leitura e Recreação que teve um crescimento de 3,40% - resultado do aumento nas mensalidades do ensino superior, médio e fundamental.
Segundo os dados da FGV, em relação as outras seis capitais pesquisas - Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Belo Horinzonte - Brasília teve o maior aumento nas mensalidades do ensino superior, de 7,19%. Atrás da capital federal, Belo Horizonte com 6,21% e Porto Alegre com 5,81%.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe), Amábile Passos, esse aumento no valor do preço dos cursos superiores é motivado, principalmente, porque as faculdades precisam fazer mais investimentos para cumprirem as exigências do Ministério da Educação (MEC). "Eles precisam fazer um investimento maior em livros e capacitação de professores, já que o MEC determina que 70% do corpo docente tenha mestrado e doutorado. Isso também faz com que os salários dos professores tenham um aumento", explica.
Além do aumento do custo do ensino superior, o levantamento apontou o crescimento nas mensalidades também do ensino fundamental e médio. A capital registrou elevação de 8,57% no valor do ensino fundamental, ficando atrás apenas de Salvador com 9,51%. Já no ensino médio, Brasília ficou em quarto lugar no aumento, com 8,42%, atrás do Rio de Janeiro (8,87%), Recife (8,80%) e Salvador (8,68%).
A presidente do Sinepe explica que o aumento nas mensalidades das instituições de ensino acontecem, normalmente, por dois motivos. "Aumento de custeio ou aumento na qualidade do serviço. O custeio é quando há um aumento no aluguel, telefone, luz, esse tipo de serviço. Já em relação a qualidade, trata-se de uma questão das propostas pedagógicas, como inclusão de aulas de inglês, natação, judô, entre outros", afirma Amábile Passos.
Para ela, a média do indicador da FGV em relação à educação não demonstra o real valor dos aumentos nas mensalidades em Brasília. "No Distrito Federal temos uma grande diferença nos preços das mensalidades. Por exemplo, uma escola no Lago Sul e Sudoeste não tem o mesmo custo, nem o mesmo preço de colégios em Samambaia e Ceilândia. Não há como comparar também os serviços oferecidos", garante.
Outros indicadores
Das setes classes de despesas avaliadas no IPC-S (alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes e despesas diversas), quatro componentes apresentaram aceleração nas taxas. Além do indicador da Educação, Leitura e Recreação - que passou de 3,24% para 3,40% da terceira para a quarta semana de janeiro -, o item de Despesas Diversas variou de 1,03% para 1,80%.
O IPC-S é medido toda semana pela Fundação Getúlio Vargas e mede a variação de preços em sete capitais brasleiras no período de um mês.
Fonte: www.correiobraziliense.com.br
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