Disputa por pontos de venda de droga é a causa da maior parte dos assassinatos
A disputa por pontos de venda de drogas e a dívida com traficantes costuma deixar um rastro de violência e morte. O maior exemplo é a onda de assassinatos que ocorreu no domingo último, no Condomínio Pôr do Sol, em Ceilândia. Três homens foram assassinados por suspeita de envolvimentos com o crime. Até ontem, nenhum dos suspeitos havia sido preso.
Mesmo com a ação intensa de traficantes em pontos do Distrito Federal como as asas Sul e Norte, Ceilândia continua no topo das estatísticas quando o assunto é homicídio provocado por acertos de contas envolvendo o tráfico de drogas. De cada três vítimas, pelo menos uma teria relação com o consumo de drogas.
A idade dos traficantes da região – na maioria dos casos os responsáveis por apertar o gatilho – varia entre 18 e 25 anos. Grande parte pertence a famílias desestruturadas, de classe social baixa e semianalfabetas. As últimas três mortes no Condomínio Pôr do Sol denunciam a existência da lei do tráfico imposta na região. De acordo com informações apuradas pelo Jornal de Brasília no local, moradores vivem com medo e não costumam deixar suas casas depois que anoitece.
De acordo com um morador, que preferiu não se identificar com medo de represálias, as bocas de fumo que existem no local não são segredo para ninguém que costuma circular pelo condomínio. “Existem pontos que são conhecidos por estarem sempre ocupados pelos traficantes. Muitos usuários entram de carro durante a noite e, até mesmo de dia, para comprar droga. Também não é difícil ouvir disparos de arma na madrugada.”
Quem vive na região também denuncia que alguns traficantes utilizam adolescentes e até crianças para repassarem as drogas aos usuários sem levantar suspeitas da polícia. A droga que predomina é a maconha, mas existem porções à venda de cocaína, além de pedras de crack.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília/ Carlos Carone
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