Tadeu Filippelli - O PT e o PMDB somam
Com formação em engenharia elétrica e administração de empresas, Tadeu Filippelli tomou gosto pela política e também por desafios. Paulista de Catanduva, o atual vice-governador do Distrito Federal já exerceu mandatos como deputado distrital e federal. Seu entusiasmo pela política começou a partir da relação familiar com o ex-governador Joaquim Roriz, do qual se afastou quando decidiu fazer voo solo, assumindo o comando do PMDB, partido que dirige no Distrito Federal. Sua influência política viabilizou uma aliança com o PT. Depois disso, sua entrada como vice na chapa vitoriosa de Agnelo Queiroz foi uma questão de tempo.
A entrevista que segue foi concedida por ele em seu gabinete no Palácio do Buriti, onde falou sobre a convivência entre PT e PMDB, duas siglas que em passado recente eram líquidos imiscíveis, que não se misturavam, mas que agora se uniram, a exemplo do que acontece no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma Rousseff, também do PT, e seu vice, Michel Temer, do PMDB. Quanto à convivência de Filippelli com Agnelo, antes e durante a campanha eleitoral, o vice-governador sintetiza com uma palavra: “fantástica!”. Outro tema que flui fácil no decorrer da entrevista é sua visão sobre o exercício do poder.
Filippelli conta, inclusive, como funcionou a torcida do contra, que ansiava pela derrota da aliança entre o PT e o PMDB: “eles diziam que não conseguiríamos vencer as eleições, mas vencemos!”. Depois de uma pausa, ele até acrescentou que seus detratores torciam para que a aliança não conseguisse montar o governo depois das eleições, mas Filippelli e Agnelo conseguiram juntos montar um governo de coalizão. O vice-governador ainda ressalva: “Não somente [aliança entre] PT e PMDB, não! PT, PMDB, PSD, PDT e todos os demais partidos que integram nossa grande aliança”.
Sempre elogiando o governador, ele ainda confessou: “O Agnelo, em particular, é uma pessoa fantástica para se conviver! Além disso, temos no mínimo que reconhecer que ele tem sido extremamente correto com os parceiros desta aliança”.
Ou seja, PT e PMDB, ao contrário do que se achava antes, são líquidos que se misturam.
- Como tem sido a relação do vice com o governador Agnelo Queiroz?
- Fantástica! Preciso deixar isso extremamente claro, porque não há a menor dúvida, desde o primeiro momento, de que houve da parte dele e da minha o esforço de começar a construir uma aliança política.
- Por que começar a construir?
- Porque não dependia somente dele e de mim, pois dependia também dos grupos e dos partidos políticos ligados a ele e do meu partido e dos partidos ligados a mim. Portanto, desde o momento em que nós vislumbramos essa possibilidade e começamos essa tarefa, foi um desafio tão grande quanto este momento de governo que nós estamos tendo. Nós fomos passo a passo vencendo e, sobretudo, construindo. Sempre houve essa participação mútua. E, de fato, mostrou-se errado tudo aquilo que os nossos adversários falavam, que nós não conseguiríamos fazer alianças e realizar a campanha, a fim de implementar mudanças.
- A torcida do contra ficou só nisso?
- Não! Eles também apostavam que não conseguiríamos vencer as eleições, mas vencemos! E, por último, que não iríamos conseguir montar o governo, mas estabelecemos um belíssimo governo de coalizão. Não somente PT e PMDB, não! PT, PMDB, PSD, PDT e todos os demais partidos que integram nossa grande aliança. O Agnelo, em particular, é uma pessoa fantástica para se conviver! Além disso, temos que no mínimo reconhecer que ele tem sido extremamente correto com os parceiros desta aliança.
- Qual é a sua expectativa para os próximos quatro anos?
- Nós temos tudo para fazer um bom governo, até por tudo aquilo que precisa ser modificado, como também pela gama de correção de que o governo hoje necessita. Agora, tudo isso vai depender de uma harmonia de toda a estrutura montada. É muito importante que todos os militantes, todos aqueles que compensem as diversas correntes políticas, hoje, de uma aliança inusitada, que jamais tinha sido vista antes em Brasília, consigam entender o exemplo que Agnelo e eu estamos nos empenhando em dar, no dia-a-dia, para que a capital da República ofereça o que ela tem de melhor.
- A sua formação é técnica, como engenheiro. Qual é o conceito que o senhor tem do poder político?
- O poder tem conceitos fundamentais que devem ser compreendidos. Além disso, ele exige consciência, porque se o poder não for exercido de forma correta, assumindo o compromisso com a sociedade e com aqueles dos quais temos a responsabilidade de cuidar, pode se tornar um instrumento de vaidade, o que acarreta a condução de erros irreversíveis.
- Como tem sido a sua experiência, a de um engenheiro no poder?
- Acho que não é só comigo, mas com grande parte dos engenheiros que ascendem na carreira pública. Para começar, funções técnicas, acompanhar obras em campo, conferir a execução de obras... Assim, ao longo do tempo, a função do engenheiro, na própria forma de tocar uma obra, vai assumindo determinadas condições de coordenação, depois da administração. O que se constata é que quase todos os engenheiros, ao longo de suas carreiras, acabam assumindo a condição de administradores. Por exemplo, eu mesmo, depois de ter obtido o exame de suficiência para ser professor, depois de formado engenheiro, resolvi fazer também administração, por necessidade, não para ter mais um diploma. Trata-se de uma migração normal no exercício da engenharia. A experiência de um engenheiro no poder, portanto, é a de ter o equilíbrio necessário para ajudar, tocar obras, e participando da administração, do que lhe é proposto, mas também significa um desafio.
- A vida pública está desestimulada?
- Pessoalmente, eu tenho muito entusiasmo, mas concordo que a vida pública no Brasil passa por um momento de crise. As pessoas de bem têm até certa resistência ao exercício de qualquer tipo de administração pública, de qualquer cargo no Executivo ou mesmo no Legislativo, em virtude da forma contundente com a qual esses poderes são vistos pela sociedade. Existem pessoas de bem no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, como também pessoas que se empenham em fazer o melhor para construir o país. Agora, é claro que sempre quando o momento não é favorável existe esse tipo de tratamento, porque tudo se reflete dessa forma, em críticas inclementes, em não se levar em conta os fatos positivos que são feitos, mas sim os acontecimentos negativos em uma proporção às vezes desmedida... Acho que vão acabar sempre penalizando aquelas pessoas que têm boa intenção, de bem, que querem contribuir para a administração.
- Com sua experiência na administração pública, o que o senhor tem a registrar do passado?
- Depois de 14, 15 anos, é possível que algum administrador se surpreenda por ter implementado alguma ação completamente descabida e acabe sendo condenado por improbidade administrativa, em gestões de administração, tratando de funcionários dentro de um órgão. Ou seja, defendendo funcionários dentro de uma repartição sem cometer qualquer gesto de defesa de um grupo econômico ou sem perder um centavo do patrimônio público, apenas no sentido de correção de alguns aspectos da estrutura do funcionalismo. É possível haver uma condenação por improbidade.
- O Distrito Federal está saindo de uma situação muito traumática, apurada pela Operação Caixa de Pandora, que levou o então governador José Roberto Arruda a renunciar ao cargo...
- Na verdade, temos de separar os momentos que Brasília vive. Tivemos uma crise política das mais graves ocorridas no país, mas também uma das mais documentadas, e por isso, portanto, chegou de forma tão profunda e contundente junto à sociedade. Isso trouxe prejuízos para todos aqueles administradores, pessoas que exercem a vida pública. Com muita luta no DF, com o esforço de pessoas que sempre tiveram a ideia de defender Brasília de uma intervenção, nós conseguimos atravessar aquele momento seguindo apenas os preceitos disciplinados na Constituição do país e na Lei Orgânica do Distrito Federal. Claro que este percurso, mesmo dentro de preceitos legais, produziu dificuldades fantásticas ao longo do tempo. Hoje, no governo de Agnelo Queiroz, do qual participo, eu o vejo como um momento de travessia política extremamente difícil. Sobretudo, estamos em um governo que enfrenta as sequelas e as consequências dessa crise política.
- Ou seja, o atual governo recebeu só problemas?
- Em todos os sentidos! A gente imaginava o que ia encontrar ao assumir o governo, com um grau de surpresa muito grande, com mais questões que se apresentariam como dificuldades do que como facilidades. Mas o que nós encontramos foi muito pior, em todos os aspectos possíveis!
- Por exemplo.
- O próprio sistema de pagamento, as dívidas do governo com diversas empresas... Este é um fato quase que generalizado...
- Chega a quanto?
- Em números, se apura algo hoje em torno de R$ 650 milhões, que seria o descompasso. Mas, em qualquer local que se mexa, é possível ver algum tipo de desnivelamento em todos os segmentos possíveis. A partir de determinado momento, algumas contas deixaram de ser pagas. Outro fato chocante foi a determinação executada pela Novacap para que as empresas de manutenção de gramado, de podas de árvores e coisas semelhantes trabalhassem apenas até o último dia do segundo turno da eleição. Já um dia útil após a eleição, conhecido o resultado, o serviço foi suspenso em caráter formal. Ou seja, é inimaginável que, em um período de chuvas, suspendessem um serviço de manutenção da cidade durante 60 dias.
- Afinal, o que aconteceu e por que a situação chegou a esse nível de degradação política?
- Hoje, no exercício efetivo do governo, do trabalho do dia-a-dia, tenho observado um ponto fundamental. Por exemplo: vários sistemas de informática gerenciais, que deveriam estar hoje operando normalmente no GDF, estão inacessíveis a nós, ou seja, nós não temos o domínio sobre eles. Além disso, não temos as ferramentas para sua manutenção, aliás, sequer temos a propriedade desses sistemas. Simplesmente, os sistemas foram “quarteirizados”, algo além do que somente terceirizar os serviços. Portanto, hoje, nós temos dificuldades internas imensas em diversos aspectos.
- E a saúde? Ela também está sendo prejudicada?
- Mais ainda! Outro fato que não produz mortes no seu dia-a-dia, mas que é capaz de paralisar a cidade, trazer dificuldades: o sistema de transporte público. Este, por ser um aspecto estrutural, merece uma atenção especial e uma profunda atenção...
- Como resgatar Brasília agora?
- Com muito trabalho e coragem, estas duas coisas... É enorme o volume de trabalho que se demanda hoje para se reorganizar tudo isso, definir claramente as prioridades, para o DF poder seguir em frente e romper determinados laços ou práticas que se consolidaram nos últimos anos.
- E quanto às sequelas causadas pelo escândalo do mensalão do DEM?
- Aquele episódio foi o responsável pela maior crise política do DF, mais conhecido também pelo grande número de informações disponíveis ao país sobre o caso, mas hoje passamos por outro grave problema, uma crise de administração, que é um reflexo daquela crise política. Mesmo assim o Brasil vê hoje Brasília retornando à sua normalidade, até de forma mais rápida do que se poderia imaginar no auge das denúncias no governo Arruda.
- Como avaliar isso?
- A partir da travessia de um percurso difícil, mas que foi retificado com base no disposto na Lei Orgânica do Distrito Federal. Depois houve um processo eleitoral que legitimou o novo governo. Para o resto do país, eu entendo que Brasília já começa a tomar outra forma. Agora, para os brasilienses, eu sei que nós ainda vamos viver as consequências do que foram estes últimos meses da política no DF, cujas irregularidades vêm desde o começo de 2010.
- Hoje, de longe, como o senhor vê tudo aquilo e suas consequências?
- Existem muitas coisas interessantes que Brasília não tem e não pratica. Por exemplo: os deputados distritais não têm aposentadoria, em comparação com o que é verificado em outros estados da federação. No máximo, eles se aproximam da média, mas nunca têm os maiores salários. Outra coisa: os governadores do DF não têm pensão pós-mandato. O que mais dói em nós, brasilienses - e eu me incluo entre eles, porque estou aqui há mais de 43 anos, uma vez que cheguei ao DF ainda jovem e adotei esta cidade como minha -, foi ver a nossa cidade no centro de um escândalo daquelas proporções. Existe a Brasília que é a sede dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, a capital administrativa do país, mas existe também a nossa Brasília, a cidade dos candangos e dos brasilienses que acordam cedo, que trabalham com dignidade e honestidade. Hoje, Brasília e o seu Entorno equivalem a um país da América do Sul.
- Qual é a dimensão?
- A população atual de Brasília e do seu Entorno mais próximo representa a população do Uruguai. Nós temos a terceira região metropolitana do país, temos aqui uma vida própria, além de empresários seriíssimos, trabalhadores, funcionários públicos da melhor qualidade, sem deixar de mencionar que temos, sobretudo, uma qualidade de vida excelente. Dói, sim, em qualquer cidadão de Brasília, ser confundido com outros indivíduos que praticaram atos políticos que desmerecem nossa cidade. Existe a boa realidade de Brasília, como também existem os bons políticos da nossa cidade.
- Existe uma crise ética, social e política no Brasil?
- A crise no Brasil passa por todos esses estágios, mas eu sou otimista. Se a gente olhar para trás, cada vez que o tempo passa, podemos ver que estamos vivendo dias melhores. Primeiro, do ponto de vista das conquistas sociais. Nenhum dos nossos pais conseguiu viver o que nós estamos vivendo hoje, embora a gente ainda reconheça profundas injustiças. Quanto à falta de ética, constatamos que isso vem da cultura do povo brasileiro. Muitas coisas que nós condenamos, gestos e muitas decisões polêmicas, práticas arbitrárias e descuidadas, tudo isso é explicado pela perspectiva cultural. Só que hoje, com a liberdade de imprensa, com a globalização, as facilidades na troca e no envio de informações, tudo isso vem à tona. Assim, é mais fácil combater esses desvios.
- Qual é a participação da política nisso?
- A política precisa de um processo de apuração. É claro que o Brasil e Brasília, especificamente, enfrentam problemas muito sérios do ponto de vista da prática política. Mas, por outro lado, também temos de entender que o Brasil é um dos poucos países do mundo que cassou um presidente da República, um senador... Brasília e, em particular, o Distrito Federal já cassaram uma dezena de deputados. Portanto, vejo que existem alguns aspectos que não podem ser admitidos, mas nós estamos caminhando...
- De que forma?
- Acho que a cada ano, apesar da situação em que nós estamos, avançamos sempre.
- Qual será o futuro dos partidos políticos no país?
- Sinceramente, da forma que está é difícil ficar. Porque os partidos hoje não têm uma bandeira própria. Além disso, o número de partidos é muito grande. Por isso, acredito que não se deve mais adiar a reforma política, que hoje é muito reclamada por vários aspectos. Um deles é a necessidade de disciplinar o modo que ocorre o processo eleitoral, que é gravíssimo, principalmente no tocante ao financiamento público ou privado. Quanto a isso, existem prós e contras.
- O que deve acontecer?
- Só pode ser adotado um financiamento público se houver um processo de fortalecimento dos partidos, com eleição por listas ou alguma coisa assim. O processo que se permite por financiamento privado melhorou muito, porque foram fechadas muitas possibilidades, mas mesmo assim ainda são admitidas imperfeições no processo eleitoral. Portanto, eu insisto que o país só vai conseguir ter um exercício eleitoral perfeito, ou com menos imperfeição, com o fortalecimento dos partidos, mediante a redução do número de legendas, como também a partir da definição clara da bandeira de cada partido. Isso tudo é fundamental, necessário...
- Como assim?
- Porque muitas vezes a gente vê que a pessoa votou em um determinado candidato por ser contra o aborto, mas elegeu um que o defendeu. Por quê? Porque neste processo de hoje é perfeitamente possível que duas bandeiras completamente distintas sejam abrigadas dentro de um mesmo partido, em virtude da forma com que o voto é praticado hoje.
- Como o senhor vê a questão dos gastos públicos nas campanhas eleitorais?
- Hoje, por exemplo, da forma que está, é impossível ser pior, por causa da não-existência de listas! Existiriam determinados nomes privilegiados dentro do partido pela própria decisão partidária. Não se pode imaginar como será, em termos de recursos públicos para uma mudança de campanha, de processo eleitoral, quando os partidos estiverem profundamente consolidados e as votações forem feitas por listas. Porque, assim, quem estará sendo fortalecido é o partido, naquela sequência pré-determinada, mas isso não está sendo feito dentro do partido, para que não haja qualquer diferença entre um e outro membro.
- Qual é o pior vício do brasileiro: a droga ou a corrupção?
- A corrupção traz problemas terríveis, inclusive a falta de dinheiro e de programas para combater as drogas. Portanto, eu acho que os dois se igualam. A droga, por outro lado, afeta principalmente o maior patrimônio que nós temos: os jovens, logo eles que podem ter um grande futuro e ajudar a construir este país. Mas a corrupção, com certeza, pode desviar parte dos recursos que seriam investidos no combate às drogas. Por tal razão, para mim, as duas são equivalentes.
- O que se observa, no Brasil, é o elogio às pessoas honestas, como se elas fossem uma raridade, quando todos deveriam ser honestos... É da cultura do país?
- Deve ser, de fato, uma constante de todo cidadão, principalmente daquele que se dispõe a fazer o exercício da vida pública. Uma pessoa para fazer uso desta vida tem que ser mesmo honesta, isso sim! Deveria ser uma postura inerente a todos os que se dispõem a isso. Na reforma política e partidária, todo aquele que é eleito ou está no exercício de um mandato, qualquer que seja ele, tem que ser bem-intencionado. Assim, quanto mais rigoroso for o eleitorado, muito melhor para ele.
- Por quê?
- Porque a vida dele estará sendo acompanhada. Os eleitores estarão mediando o dia-a-dia, não só o dele, mas dos outros também. Os cidadãos estarão acompanhando sua postura de trabalho, seu comportamento e também cada um dos seus projetos. Portanto, seria um novo processo eleitoral. Haveria um julgamento muito mais correto, mais útil, sem ter de fazer uso e buscar recursos em processos mágicos que pudessem garantir a eleição daquele indivíduo.
- O que se constata é que a política mundial está em transe, a exemplo do que ocorre no Egito. Qual é a sua conclusão diante de tudo isso?
- Eu prefiro pensar o seguinte: nós estamos vivendo, pela própria facilidade dos sistemas de comunicação, pela própria globalização, um intenso processo de mudança social, pela velocidade enorme com que as coisas acontecem. Se você ler hoje qualquer tipo de análise feita sobre a história da civilização mundial, é possível constatar que o mundo levou cinco mil anos para dar um determinado passo importante, depois dois mil anos para outro passo, mil para outro... Depois, começou a levar 100 anos para uma passada larga, 10 anos para outra... Assim, neste último século, percebemos que as maiores transformações sociais se deram em menos de uma centena de anos. Então, isso é um processo de aprimoramento, de aperfeiçoamento, para a busca daquilo que seria a situação adequada para cada país, para cada grupo de cidadãos, dentro da realidade que nós vivemos hoje.
- E o que aconteceu depois?
- Acelerou-se um processo que antes demorava 500 anos para se realizar. Hoje, levam-se 15, 20 anos. Na nossa década, já tivemos processos fantásticos, mas se a gente pensar nos últimos 100 anos, em qualquer estudo que se faça, quantas mudanças se processaram! Se ampliarmos ainda mais a pesquisa, fica fácil reservar um capítulo especial para os últimos 1.500 anos. E um capítulo desses seria obrigatoriamente pequeno para você estudar as transformações sociais e as reacomodações de grupos que ocorreram nos últimos 100 anos no planeta.
Fonte: Brasília em Dia/ Marcone Formiga
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