Goiasgás vai incentivar consumo de gás natural
A Goiasgás vai fazer um trabalho de divulgação das vantagens da utilização do gás natural nos veículos, nas indústrias, no comércio e até nas residências. A intenção é aumentar o consumo desse combustível no Estado. O gás natural é mais barato que os outros sistemas de fornecimento de energia e menos poluente. O presidente da Agência Goiana de Gás Canalizado, Marcos Martins, também vai buscar parcerias para viabilizar a construção do Gasoduto Brasil Central, interligando Paulínea (SP), Senador Canedo e Distrito Federal.
Agência Goiana de Gás Canalizado – Goiasgás foi criada há 10 anos para viabilizar a chegada e o uso do gás natural no Estado. No começo, foi feito um trabalho de divulgação das vantagens desse combustível. Muitos motoristas fizeram a conversão dos veículos e passaram a consumir gás natural, mas, nos últimos anos, o projeto avançou pouco.
Atualmente, o consumo diário de gás natural em Goiás é de 3 mil metros cúblicos. Um volume pequeno se comparado com outros estados. Minas Gerais, por exemplo, tem um consumo de 3 milhões de metros cúbicos por dia. Os motoristas que aderiram ao Gás Natural Veicular – GNV contam com um posto de abastecimento em Goiânia. Outra unidade está em construção em Aparecida de Goiânia e deve ser inaugurada em maio ou junho deste ano.
O gás natural é uma energia de origem fóssil, resultado da decomposição da matéria orgânica contida em camadas no interior da Terra. Suas reservas são muito grandes, sendo encontradas acumuladas em rochas no subsolo, associadas ou não ao petróleo. É um gás incolor e sem cheiro. Por ser mais leve que o ar, se dispersa rapidamente em caso de vazamento. Por isso, é classificado pelos especialistas como uma energia limpa.
Além de possuir baixo impacto ambiental, o gás natural também proporciona economia. Segundo o presidente da Goiasgás, Marcos Martins Machado, essa fonte de energia é 40% mais barata do que os outros sistemas conhecidos no país. O gás natural pode ser utilizado nas indústrias como combustível para fornecimento de calor em diversos segmentos, como matéria-prima nos setores químico, petroquímico e de alimentos, e como redutor siderúrgico na fabricação de aço. No comércio, pode ser aproveitado em centrais de ar condicionado, fornos de padarias e restaurantes. O gás natural também pode ser utilizado na cozinha, no banheiro e na climatização de ambientes nas residências.
Para incentivar o consumo no Estado, o presidente da Goiasgás, Marcos Martins, informou que pretende divulgar a importância do gás natural para a economia goiana. O trabalho será voltado principalmente para o setor industrial. A Agência Goiana de Gás Canalizado está mantendo contato com empresas dos distritos agroindustriais de Anápolis e Itumbiara. “Nós temos parques industriais com potencial de consumo importante. Nossos técnicos estão fazendo as visitas às indústrias para aumentar o consumo e sedimentar de vez essa nova opção de energia natural, bem menos poluente e acessível a todos” destaca.
A Goiasgás também tem um projeto para introduzir o gás natural na frota do Estado. A proposta vai ser testada na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia – Sectec. Depois do período de testes, a Sectec deve fazer recomendação à outras secretarias do Estado para incentivar a conversão de suas frotas. “As negociações estavam paralisadas. Agora, estamos fazendo reuniões para introduzir esse consumo de gás natural na frota estadual. Precisamos dar a nossa contribuição para preservação ambiental”, explica o presidente.
Por outro lado, o governo busca alternativas para aumentar a oferta. Hoje o gás natural chega a Goiás transportado em sua forma líquida, por carretas criogênicas (especiais para manter baixíssimas temperaturas: -160°C). Neste caso, seu volume fica reduzido em 600 vezes, o que facilita seu armazenamento. Antes de ser consumido, passa por um novo processo para voltar ao estado gasoso.
Gasoduto
A Goiasgás vai buscar parcerias com os governos de Minas Gerais e do Distrito Federal para viabilizar as obras do Gasoduto Brasil Central, saindo de Paulínia (SP), passando pelo Triângulo Mineiro, por Senador Canedo(GO) e indo até o Brasília.
A obra deve ser viabilizada com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, um fundo do Governo Federal.
A expectativa da Agência Goiana de Gás Canalizado é que o gasoduto seja construído até o fim deste Governo. “Segundo os especialistas, em três anos não vamos ter nenhuma carreta trazendo gás natural para Goiás. Vamos trazer o gasoduto que será um ganho importantíssimo para toda a Região Centro-Oeste”, afirma Marcos Martins.
Fonte: Jornal O Repórter
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