Começa operação de limpeza para combater caramujos africanos
A operação começou no Lago Norte. Além de tirar lixo de bocas-de-lobo e áreas públicas, vai atender uma reivindicação dos moradores: combater os caramujos africanos

A espécie não tem inimigos naturais na fauna brasileira e se prolifera com facilidade em locais úmidos. Ele já é um problema no interior de São Paulo e de Santa Catarina. No Distrito Federal, tem sido encontrado na QL 5, 12 e 14, no Lago Norte e em algumas quadras de Sobradinho. O perigo é que o caramujo africano é hospedeiro de vermes que podem provocar meningite e hemorragia abdominal.
“Primeiro é preciso colocar luvas para manuseá-los e proteger as mucosas. Coloque-os em sacos plásticos, quebre e depois enterre em valas com pelo menos 80cm de profundidade. Por fim, jogue cal virgem”, recomenda o subsecretário de Vigilância à Saúde, Allan Kardec.
A subsecretaria de Vigilância à Saúde encaminhou a um laboratório em São Paulo alguns exemplares dos caramujos encontrados em Brasília. Dentro de duas semanas sai o laudo para saber se eles estão ou não contaminados.
Às 15h desta terça-feira, terá uma reunião entre a Vigilância Sanitária e os moradores das áreas afetadas, para esclarecer sobre formas de combater o caramujo africano dentro das casas.
Flávia Alvarenga
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