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51 Anos

 

Depois da tragédia politica que sofreu ano passado, deixando a população frustrada sem a comemoração digna do seu cinquentenário, Brasília vai festejar, nesta semana, dia 21, seus 51 anos de existência com extensa programação artística, cultural e desportiva, na Esplanada dos Ministérios. Para o governador Agnelo Queiroz, que está tirando o GDF do caos administrativo que herdou, “este é o momento de resgate da nossa autoestima, da valorização de nossa cultura e da nossa confiança e credibilidade nas instituições do Distrito Federal.

Depois do trauma de não poder celebrar dignamente o seu cinqüentenário, ano passado, abatida pela maior tragédia política de sua historia, Brasília terá esta semana, dia 21, grande celebração na Esplanada dos Ministérios para marcar seus 51 anos de existência. Será como uma festa do cinqüentenário com um ano de atraso. Para isso, o GDF está gastando sozinho R$ 7 milhões, mas o governador Agnelo Queiroz justifica, com entusiasmo: “O maior legado desse momento que vivemos será o resgate da nossa autoestima, da confiança e da credibilidade do funcionamento do Estado e das instituições e da valorização de nossa culturaâ€.
Durante a celebração, o GDF vai garantir destaque à valorização da cultural local e às atividades esportivas, com foco na candidatura de Brasília para sediar a Copa do Mundo de 1914. Em pontos estratégicos da Esplanada estarão montados quatro palcos onde se apresentarão 1.2 mil artistas locais selecionados a partir de edital. Além da programação cultural, da qual poderão participar todos os brasilienses, o governador Agnelo pretende anunciar 300 novas obras, como cobertura das quadras esportivas de escolas, num total que vai beneficiar 115 mil estudantes da rede pública, e reforma completa da Torre de TV, um dos cartões postais da cidade e que vai ganhar nova iluminação. Completados os 100 primeiros dias do seu Governo, Agnelo afirma que não pôde realizar tudo que desejava nesse período porque teve que agir na defensiva diante do caos administrativo que encontrou no GDF e do abandono completo da cidade. Mas, garante que “nós brasilienses que não pudemos comemorar o cinquentenário já temos muitos motivos para festejar os 51 anos de nossa cidadeâ€. Até mesmo na Saúde Pública, onde a população ainda enxerga um cenário dramático no dia a dia, com hospitais lotados, filas enormes e falta de recursos humanos, o governador faz questão de relatar os avanços conquistados nessa fase que ele chama de arrumação da casa que estava em total desordem. Depois de ter decretado estado de emergência na Saúde Pública, logo no primeiro dia de seu governo, Agnelo Queiroz montou um gabinete de crise por ele liderado que promoveu vistoria em 10 hospitais regionais e na Farmácia Central do GDF seguida de medidas emergenci-ais e de outras com efeitos de médio e longo prazos. Por acordo judicial conseguiu evitar o fechamento do Hospital Regional de Santa Maria que continua prestando serviços à população enquanto, no prazo de 90 dias, sua administração é transferida para a gestão pública. Colocou em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento-UPA de Samambaia que, desde 15 de fevereiro, já atendeu mais de 18 mil pacientes. Elaborou e adotou um Pacote de Saúde, aprovado pela Câmara Legislativa, que permite a contratação, por concurso público, de mais 11,7 mil profissionais de saúde nos próximos três anos. Acrescentou um turno extra no Hospital de Base que, somente no mês de março, proporcionou a realização de 79 operações a mais. E

abertura de 60 novos leitos públicos de UTI. Obviamente, essas medidas ainda não alteraram amplamente o cenário caótico da Saúde Pública do DF que funciona sob a pressão de mais de 6,5 milhões de atendimentos, em sua maioria de pacientes de outros Estados, já que a capital tem apenas 2,5 milhões de habitantes. Entretanto, como na Saúde, nos demais setores, o governador Agne-lo Queiroz tem adotado as primeiras e indispensáveis medidas de emergência porque os governos anteriores deixaram Brasília em estado de calamidade pública. Embora não esteja plenamente satisfeito com o já realizado, conforme o prometido, o governador Agnelo Queiroz ressalta que “esses três primeiros meses foram de grande esforço para reverter o caos administrativo herdado e abrir caminho para um novo modelo de Governo no DFâ€.

 

Fonte: Jornal Fatorama

 
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