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Começa hoje a investigação do governo Alcides

Com 90 dias para ser concluída a CPI, os depoimentos começam em maio
Cláudio Meirelles: "Não há polêmica em convidar as autoridades 
para depor"

Artur Felício

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades nas contas do governo de Alcides Rodrigues (PP), referente ao ano de 2010, será instalada hoje, 26, às 15h e terá 90 dias para ser concluída. Os depoimentos começam daqui a 30 dias.

Presidida pelo deputado estadual Cláudio Meireles (PR), a comissão será integrada pelos deputados estaduais Valcenôr Braz (PTB), que será o relator, Joaquim de Castro (PPS), Luís Cesar Bueno (PT), que será vice-presidente e Francisco Gedda (PTN). Os três primeiros fazem parte da base aliada do governo Marconi Perillo (PSDB).

Claudio Meireles disse à reportagem que não se trata de uma estratégia para tirar o holofote das dificuldades que o governo tucano enfrenta na atual gestão. "Como foi feita uma CPI que investigou os últimos 19 anos de governo em Goiás (alcançando os mandatos de Iris Rezende (PMDB), Maguito Vilela (PMDB), Marconi Perillo (PSDB) e os três últimos anos do governo Alcides) não seria certo não analisar o último ano da gestão de Alcides Rodrigues", argumentou.

O deputado estadual afirma ainda não ver polêmica em chamar as autoridades do governo passado para depor. Para o presidente da CPI, o momento é uma grande oportunidade para Alcides apresentar o contraditório.

Cláudio afirma que a intenção não é constranger os depoentes. "Alcides está ilhado em sua fazenda e até agora não se manifestou. A CPI é uma oportunidade para ele se defender, de admitir ou não que houve rombo, dizer porque não se pagou a folha de dezembro em dia e como pagou as empreiteiras", disse.

Será apurada a suspeita de que o pagamento de dezembro dos servidores estaduais foi utilizado para pagar empreitas.

A intenção de Cláudio Meirelles é que nos trabalhos de hoje seja solicitada uma empresa de auditoria. O parlamentar sugere como exemplos a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O pedido de apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para indicar os técnicos responsáveis pela auditoria também será formulado.

Fonte: Jornal Opção

 
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