GO - PMs são recebidos com aplausos
Desde às 13h30 de ontem, 16 dos 17 policiais militares que permaneciam detidos por causa da Operação Sexto Mandamento, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no dia 15 de fevereiro deste ano, estão presos no Centro de Custódia da PM, construído dentro da academia da corporação, em Goiânia. Até então, alojados no Presídio Federal de Campo Grande (MS), 15 deles foram trazidos, após autorização da Justiça estadual, para que cumpram a prisão preventiva em Goiás, enquanto o inquérito permanece em andamento. Um dos detidos, o tenente Vítor Jorge Fernandes, já se encontrava no Estado, na unidade da PF, e se uniu ao grupo assim que o comboio chegou.
Os policiais, acusados de participar de grupo de extermínio que teria assassinado mais de 40 em Goiás, ficaram em Campo Grande 117 dias. Ontem, ao descerem do micro-ônibus, dentro da academia, foram recebidos sob aplausos. A estadia fora do Estado foi decidida à época por causa da ausência de presídio federal. Isso, no entanto, gerou polêmica e série de reivindicações por parte das associações que os representam e do Comando Geral da PM para que eles fossem trazidos de volta. Inicialmente, foram presos 19 militares, mas dois aguardam a finalização do inquérito em liberdade.
O local correto para alojá-los seria presídio militar, mas a estrutura atual, presente no Batalhão Anhanguera, no Setor Marista, não atende as exigências. O comando da corporação, com verba proveniente das Associações de Cabos e Soldados e da de Subtenentes e Sargentos, adequou um dos espaços da Academia da PM, que funcionava antes como Centro de Convivências e para realização de cursos de formação. Cinco celas foram construídas, cada uma com duas beliches e capacidade para quatro pessoas.
Ou seja, os 16 foram distribuídos de modo que em uma delas há quatro e nas demais, três.
Assim que a construção foi concluída, o fato foi informado à Justiça, endossado por termo que assegurava a responsabilidade da PM em manter a segurança e vigilância máxima dos detentos. Diante do compromisso, a Justiça anunciou, semana passada, decisão favorável.
MP é contra
O promotor e coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público Estadual, Bernardo Boclin Borges, disse que os nove promotores que acompanharam o desenrolar do inquérito da Operação Sexto Mandamento sempre se mostraram contrários ao retorno dos PMs. Mas os juízes que decidiram pela vinda afirmaram que a medida é capaz de facilitar o trâmite do processo, assim como a locomoção para comparecer em audiências, quando convocados, inclusive, baratear os custos.
Fonte: O Hoje
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