Iris já planeja a terceira disputa com o governador Marconi Perillo

O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, depois de um check-up, que provou que tem saúde de ferro — para um homem de quase 78 anos —, está de volta às articulações políticas. Ele tem confidenciado que, sim, tem vontade de disputar o governo do Estado, em 2014, contra o governador Marconi Perillo. Porque terá como discutir o fato de que, se eleito, Marconi Perillo ficará 16 anos no poder — o mesmo número de anos do PMDB, mas com uma diferença. O tucano, se reeleito, governará Goiás por 16 anos. O PMDB ficou 16 anos no poder, mas com Iris, Onofre Quinan, Henrique Santillo, Iris (segundo mandato), Agenor Rezende, Maguito Vilela, Naphtali Alves e Helenês Cândido.
O grupo de Iris avalia que, como está enfrentando dificuldades no governo, Marconi “não deve chegar em boas condições de disputar a reeleição”, em 2014. Assim, Iris avalia que tem chances de enfrentá-lo. Quando menciona sua idade — terá 81 anos em 2014 —, ele faz questão de citar o governador do Tocantins, Siqueira Campos, que foi eleito com 82 anos. Iris, embora não tenha o baço, tem melhor saúde que Siqueira (que teve câncer de próstata).
Mas o que fazer com Vanderlan Cardoso, que se filiou ao partido depois de ouvir, dos principais líderes, que seria candidato a governador em 2014? “Vanderlan sabe que, no PMDB, tem fila”, diz um líder. “Iris é o primeiro da fila.”
Vanderlan teria ouvido de Iris que este não vai disputar o governo. Teria dito que vai disputar o Senado. Aliados de Vanderlan temem que ele se torne o novo Henrique Meirelles. Mas o cristão-novo, quando confrontado, diz que é preciso arriscar e que deve disputar o governo por um partido grande. Chega a admitir que, se perder em 2014, voltará a disputar em 2018. Seu principal sonho político é governar o Estado e, por isso, vai trabalhar, full time, para reorganizar o PMDB, mas não para Iris.
Olier Alves é cotado para vice de senador democrata
Tido como o candidato que será apoiado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) para disputar a Prefeitura de Goiânia, o senador Demóstenes Torres (DEM) pode ter um tucano na sua vice. E não se trata do deputado estadual Fábio Sousa.
O nome discutido no diretório estadual do partido é de Olier Alves, presidente da Iquego. Hábil articulador, Olier já cumpriu mandato de vereador em Goiânia (1983-1988) e chefe de gabinete de Marconi no seu segundo mandato (2005 e 2006) e de Alcides Rodrigues (PP), entre 2006 e 2010.Embora não seja possível bancar o nome da vice neste momento, a hipótese de Olier ser vice mostra que o PSDB deve apoiar Demóstenes. Isso se o partido não precisar abrir mão do posto para conquistar mais apoios, como o de Sandes Júnior, para a base aliada.
“Santa Helena rejeita Alcides”
Pré-candidato a prefeito de Santa Helena pelo PMDB, Cristian Gomes, de 35 anos, disse ao Jornal Opção que rejeita, “totalmente, a filiação do ex-governador Alcides Rodrigues ao partido. Ele é adversário do PMDB na cidade. Não soma para o partido e amplia o desgaste”. Frisa que a cúpula precisa entender que Santa Helena, e não apenas ele, rejeita Alcides. Tanto que seus candidato a deputado estadual (Ney Nogueira) e a deputado federal (Sérgio Caiado) tiveram votação pífia no município. “Mesmo sem estrutura, obtive 7.444 votos para deputado estadual em Santa Helena. O nome de Alcides, Ney Nogueira, só recebeu 3 mil votos. Candidato a governador, Vanderlan ganhou o voto de apenas 6 mil eleitores.”
Na opinião de Cristian, Alcides está mais interessado em cuidar de suas muitas fazendas e do seu gado. “A prefeita Raquel Rodrigues, que já estava mal, piorou com a saída de Alcides do governo. Ela está desmotivada e quase não é vista na cidade.”
Cristian não esconde que tem conversado com emissários do governador Marconi Perillo, como o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Vilela. “Fui convidado a me filiar ao PSDB, mas devo ficar no PMDB.” Pesquisas indicam que é o favorito para prefeito.
Catalão pode ter quatro candidatos
A visão tradicional diz Catalão terá dois candidatos a prefeito, o favorito Jardel Sebba, do PSDB, e Velomar Rios, do PMDB. Mas pode ser que o quadro apresente algumas surpresas.
Adib Elias, que enfrenta problemas judiciais, avalia que Velomar Rios, desgastado e pouco criativo, não tem condições de derrotar o tucano Jardel Sebba. Frisando que lidera as pesquisas, o ex-prefeito quer disputar, e pelo PMDB. Velomar pode concorrer pelo PSD.
A principal surpresa é a possível volta de João Eneas, do PT, a disputas políticas. O problema de João Eneas é que passa a imagem de “indeciso”. A população nunca sabe exatamente o que ele planeja.
Sandes na vice de Demóstenes
Um líder do PP diz que pesquisa Serpes apresenta o senador Demóstenes Torres com 35% das intenções de voto para prefeito de Goiânia. O deputado Sandes Júnior tem 25% e o prefeito Paulo Garcia, 16% — um número bom para quem, até poucos dias, era desconhecido.
O PP quer lançar Sandes. Mas, se Demóstenes Torres for candidato, o governador Marconi Perillo, com o apoio do presidente do PP, Roberto Balestra, deve convencer Sandes a aceitar a vice.
Sandes está bem na Câmara dos Deputados, mas, se pressionado por Marconi Perillo, não hesitará. A união de um político popular com outro mais conservador pode balançar a candidatura de Paulo Garcia, do PT.
Processos — Apontado como possível candidato a prefeito de Santa Helena pelo PP, Flávio Lomeu responde a processos no Tribunal de Contas dos Municípios. Ele teve balancetes rejeitados. Carlos Silva, se disputar, deve ser candidato pelo PDT, PTN ou PRT. O PP não o aceita. Ney Nogueira deve ser candidato a vereador.
Sem incentivos, só a Sudeco salva Goiás
Com a Reforma Tributária e a pressão do Supremo Tribunal Federal, os incentivos fiscais devem cair, prejudicando sobretudo aqueles Estados que estão em fase de desenvolvimento, como Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, entre outros. Sem os incentivos fiscais, atrair empresas de médio e grande porte, como a Hyundai e Mitsubishi, será uma tarefa muito difícil. Por isso, os governadores de Goiás, de MS, de MT e do Distrito Federal se uniram para rediscutir a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste. A Sudeco, depois de subestimada, agora é vista como o verdadeiro ministério do Centro-Oeste. O único problema é que o superintendente Marcelo Dourado, apoiado pelo PSB, não tem estatura política para presidi-la.
A Sudeco terá um conselho dos governadores, o que contribui para fortalecê-la. O Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste, que deve gerir o Fundo Constitucional do Centro-Oeste e o fundo que vai substituir os incentivos fiscais, vai ser decisivo para garantir o crescimento da região. Sem os incentivos, a Sudeco passa a ser a salvação das economias emergentes, como a de Goiás. Curiosamente, quando a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto de criação da superintendência, os governadores ficaram calados. Agora, pressionados pela possibilidade de uma Reforma Tributária radical — a unificação do ICMS, sem os escapes regionais, vai contribuir para estagnar as economias menores — e pela decisão do Supremo de cassar os incentivos, visto como inconstitucionais, os mesmos governadores passaram a tratá-la como a galinha dos ovos de ouro. A “dor” e o realismo uniram os governadores — entre eles Marconi Perillo, de Goiás, e Agnelo Queiroz, do Distrito Federal. Se não se mantiverem unidos, pressionando o governo federal, não terão o fundo de desenvolvimento.
Na luta para ampliar o raio de ação da Sudeco, não importam ideologias partidárias. Tanto o PSDB do governador Marconi Perillo quanto o PT do governador Agnelo Queiroz têm interesse em tornar a Sudeco forte e, por isso, com capacidade de agir como indutora do desenvolvimento. Por entranho que possa parecer, os deputados do PT, como Marina Sant’Anna e Rubens Otoni, não se empenharam, pelo menos não com a desenvoltura da senadora Lúcia Vânia, do PSDB, de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz pelo fortalecimento da Sudeco. Fica-se com a impressão de que os dois petistas avaliam que a Sudeco vai viabilizar tão-somente o governo de Marconi, quando, na verdade, vai viabilizar todo o Centro-Oeste e, mais, as ações de todos os governos, inclusive o petista de Agnelo Queiroz. Se acordarem, Otoni e Marina, por terem influência no governo federal, poderão ajudar o DF, governado pelo PT, Goiás e demais Estados do Centro-Oeste.
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Nos últimos dias, o senador Demóstenes Torres fez palestras em quatro Estados, atuou em Goiânia e Brasília e ainda teve tempo de ouvir música e ler. Viajou no feriadão carregando farto material sobre a MP do BNDES, a ser votada na quarta-feira, 29: “Temos de estudar cada detalhe, porque o governo injeta temas secundários perigosos”.
Os assuntos das palestras vão das mudanças nos códigos às cotas. Sobre elas, aliás, está lendo tese de pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas na qual, segundo ele, “são fulminadas as cotas raciais”. O senador é favorável às cotas sociais, “para pobres de qualquer cor”, e temporárias, “porque tem-se de vencer pelo mérito”.
Seguidas aparições na imprensa nacional e as viagens não tiram o foco da campanha a prefeito? Responde perguntando: “Que campanha?”. Mas está. Tem dezenas de assessores e partidários esquadrinhando Goiânia. Quem já viu o balanço parcial diz que a situação é de assustar.
Eleição definida já no 1º turno
Pesquisadores dizem que, se a disputa pela Prefeitura de Goiânia circunscrever-se ao prefeito Paulo Garcia e ao senador Demóstenes Torres, mais um nome do PSOL, é bem possível que as eleições sejam decididas no primeiro turno.
Portanto, não será surpreendente se o PT incentivar mais uma candidatura, tipo laranja, para garantir que a disputa seja encaminhada para o segundo turno. Teme-se, porém, que um candidatura como a de Sandes Júnior atrapalhe a do prefeito.
Investimento no turismo
Favorito para a disputa da Prefeitura da Cidade de Goiás, Gustavo Isaac diz que há um clamor por mudanças. “Como o prefeito Márcio Valadão adoeceu, durante o mandato, e não pôde fazer uma grande administração, e como fiquei em segundo lugar, as pessoas me param e dizem: ‘Você deveria ter sido eleito prefeito’.”
Presidente do Diretório do PSDB local, Gustavo diz que a saúde na Cidade de Goiás “piorou”. Tanto que os moradores locais estão buscando apoio em Itaberaí e em Goiânia. “Mas agora o Estado vai repassar 400 mil mensais para o Hospital Pedro Alcântara, que está praticamente fechado, e suas UTIs adulta e neonatal serão reabertas. O hospital será dirigido por uma fundação e mantido pelo governo Marconi.”
Gustavo pretende construir uma grande aliança política, com PSDB, PP, DEM, PSC, PR e PTB. Se eleito, planeja investir para reforçar o turismo da cidade. “Quero firmar Goiás como polo turístico e gerar empregos.”
A lista fechada não sai do papel
A senadora Lúcia Vânia, que vai organizar um debate sobre Reforma Política e Mulher, possivelmente com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que o Congresso não vai aprovar a unificação das eleições presidenciais e municipais, a lista fechada e o financiamento público de campanha. “A sociedade é avançada e não aceita isso. A população aprova a propaganda do PTB que diz que é melhor repassar dinheiro para a merenda escolar.”
Mercosul — O goiano Olavo Noleto é um dos coordenadores da cúpula do Mercosul, que será realizada na quarta-feira, 29, no Paraguai, com a presença da presidente Dilma Rousseff. “Os governos da região estão preocupados com obras de infra-estrutura nas cidades das fronteiras entre os países do Mercosul”, afirma.
Pílulas
O advogado goiano Uarian Ferreira emplacou dois artigos no “Valor Econômico”. Os artigos versam sobre títulos franco-ouro da dívida externa. São ativos estratégicos.
São títulos emitidos para a construção de rodovias, portos e obras de saneamento básico no início do século 20. O artigo de Uarian foi transcrito num jornal russo.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, deve disputar a reeleição. As pesquisas sugerem que é imbatível. Mas estaria cotado para assumir um ministério no governo Dilma Rousseff.
Secretário de Governo da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, Ozair José, deve ser o próximo vice na chapa de Maguito Vilela.
O deputado estadual Helder Valin (PSDB) diz que não atacou o deputado estadual Evandro Magal (PP).
O prefeito de Abadia de Goiás (cidade do depósito de lixo radioativo), Valdeci Mendonça, candidato à reeleição, promove mudanças na sua equipe. Maurício Póvoa assumiu a Secretaria de Saúde. Márcio Flores ficou na coordenação técnica.
Eduardo Carneiro, dono da Farmácia Liberdade, deve ser vice de Valdeci Mendonça.
Parte do PP de Rio Verde pretende expulsar Leonardo Veloso. Não precisa. O ex-secretário da Agricultura está de saída, a caminho do PMDB.
Um deputado conta que, uma vez, bebendo vinho com o ex-governador Alcides Rodrigues, no Palácio das Esmeraldas, perguntou a um líder supostamente intelectualizado do PP: “O que acha de Merleau-Ponty?” Alcides entrou na conversa: “Já bebi. É bom. Só é muito caro”.
Alcides Rodrigues confundiu Merleau-Ponty, o filósofo francês, com o caríssimo vinho Romanée-Conti.
Posando de ermitão, de grande fazenda em Pito Aceso, Alcides Rodrigues teme que o ramal da Ferrovia Norte-Sul seja transferido para Rio Verde.
Se o ramal for mesmo para Rio Verde, longe de prejudicar Santa Helena, a decisão, lógica, vai beneficiar o Sudoeste e o município mais produtivo da região. Quando governador, Alcides Rodrigues boicotou a cidade gerida pelo prefeito Juraci Martins.
O deputado Joaquim de Castro e o físico nuclear Arthur Otto reclamaram à cúpula nacional do PPS das ações do presidente do partido em Goiás, Gilvane Felipe.
Castro e Otto dizem que, se Gilvane Felipe continuar no comando, o PPS pode ser esvaziado. Otto diz que o verdadeiro líder agrega. Gilvane Felipe, na sua opinião, desagrega.
O conselheiro do TCM Tião Caroço disse a um deputado que o procurador-geral da Prefeitura de Goiânia, Ernesto Roller, está procurando convencer filiados do PP a migrarem, junto com ele, para o PMDB.
Roller será candidato a prefeito de Formosa pelo PMDB. É o que espera Vanderlan Cardoso.
Vanderlan Cardoso planeja assumir a presidência do PMDB de Goiás.
O vice-prefeito de Goiandira, João Ferreira, do PP, deve disputar a prefeitura em 2012, com o apoio do prefeito Ademir Moreira, do PR.
Quem visita o ex-governador Naphtali Alves fica surpreso. Aposentado do TCE, ele passa os dias lendo livros em francês e inglês. Como é engenheiro, também tem o hábito de resolver problemas de matemática, sempre em livros escritos em inglês e francês.
Heloísa Helena e Celmar Rech (tem um padrinho forte no TCE) são os principais “candidatos” à vaga do conselheiro Carlos Leopoldo Dayrell. O único problema de Ceumar é que é tido como concurseiro. Hoje está em Goiás e, amanhã, poderá ocupar cargo noutro Estado. Heloísa é goiana.
De um tucano experimentado: “Júnior do Friboi está brincando com fogo. Pode ser esperto na área empresarial. Mas os políticos são verdadeiras raposas. Ele está jogando com todo mundo, porque tem dinheiro, mas pode acabar sozinho”.
O senador Demóstenes Torres teve um embate pesado com dois senadores do Amazonas. O goiano disse que eles não estavam defendendo a região, ao se alinharem com o governo Dilma Rousseff, deixando de votar medida em defesa do desenvolvimento da Zona Franca.
Os senadores disseram que faltou elegância ao senador Demóstenes. Este disse que
apenas falou a verdade.
Comentário generalizado no meio político: o senador Demóstenes Torres não pode ter uma folga e corre para Paris. E, assim, deixa os aliados a ver navios em Goiânia.
Vereadores da base marconista, como Anselmo Pereira, dizem que é mais fácil falar com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, do que com Demóstenes Torres, do DEM.
Enquanto Demóstenes viaja, ausentando-se do debate local, o vice-governador José Eliton põe o bloco na região, conversa com líderes do partido e diz, com todas as letras, que, se o senador não quiser disputar a Prefeitura de Goiânia, ele vai disputá-la.
José Eliton demonstra mais apetite do que Demóstenes e conversa com todo mundo, sempre bem-humorado, e sem
pressa excessiva.
De um magistrado: “O Supremo Tribunal Federal não permitiu que o Ministério Público de Pernambuco tivesse acesso ao fundo local de reaparelhamento do Judiciário”.
Estranhamente, deputados federais e estaduais, além de senadores e secretários do governo Marconi Perillo, não foram convidados para participar do Fica.
O Entorno do Distrito Federal continua sendo a região mais abandonada do Estado.A segurança pública da região
é caótica.
Especialistas em segurança sugerem que o secretário João Furtado fique pelo menos uma vez por semana no Entorno do DF.
Comenta-se que João Furtado estaria voltando para a Procuradoria do Estado.
O procurador-geral do Estado, o competente Ronaldo Bicca, disse ao Jornal Opção que, ao contrário do que dizem nos bastidores, não deve voltar para Brasília. O procurador deve permanecer em em Goiás.
De um deputado federal goiano: “É evidente que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, não tem experiência política suficiente para ocupar o cargo.”
Os políticos ‘lisos’, como José Sarney e Renan Calheiros, a levam no ‘bico’”.
Fonte: Jornal Opção
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