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Sem-teto se acorrentam na frente do Ministério das Cidades

Três manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se acorrentaram  em frente à entrada do Ministério das Cidades nesta quarta-feira (20). Os manifestantes protestam contra a decisão do governo do Distrito Federal de refazer o cadastramento das pessoas que estão na lista de espera da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab).

"Cada dia que passar e a gente não tiver solução, uma nova pessoa vai ser acorrentada", afirmou um dos coordenadores do movimento, Zezito Alves.

O ministério disse que espera receber um representante do governo do Distrito Federal nesta quarta-feira para encontrar uma solução que atenda às necessidades dos manifestantes até o final do dia. O grupo ocupa a entrada e a recepção do prédio e disse que permanece no local até resolver a situação.

Os manifestantes que, estavam concentrados em frente ao Palácio do Buriti desde a segunda-feira (18), resolveram sair do local na manhã desta quarta-feira (20) e acampar em frente ao Ministério das Cidades.

Os manifestantes decidiram mudar de estratégia. Segundo uma das coordenadoras do MTST, Delma Pereira, o movimento não recebeu uma contraproposta satisfatória depois de apresentarem suas reivindicações ao governo do Distrito Federal.

O GDF propôs transferir os manifestantes para um ginásio em Brazlândia ou pagar um auxílio-aluguel por dois meses, como ajuda de custo. Mas eles pedem que as cerca de 100 famílias que invadiram o terreno às margens da BR-070, próximo à região administrativa de Ceilândia, sejam removidas para outro terreno ou recebam auxílio durante um período maior.

"A nossa luta é pela moradia das nossas famílias. Não estamos querendo mudar a lista da Codhab,  mas precisamos de uma solução definitiva para as famílias que estão aqui", afirma.

Delma afirma também que as famílias que estavam acampadas na BR-070 devem se juntar aos manifestantes que ocupam o ministério. Na manhã desta quarta-feira, o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo do Distrito Federal realizou uma segunda operação para desmontar as barracas que estavam no local.

Fonte: Portal de Noticias G1.

 
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