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EUA negam pedido de cassação de licenças de pilotos do Legacy

A Direção Federal de Aeronáutica Civil (FAA, na sigla em inglês) negou nesta quinta-feira, 6, um pedido de deputados brasileiros para caçar as licenças dos dois pilotos norte-americanos que pilotavam o Legacy que se chocou com o voo 1907 da Gol, em setembro de 2006, causando a morte de 154 pessoas. A FAA determinou que as provas eram insuficientes para a adoção de medidas punitivas contra os pilotos.

Em abril, os deputados Milton Monti (PR-SP) e Jaime Martins (PR-MG) entregaram à FAA um dossiê pedindo a cassação das licenças de Joseph Lepore e Jan Paladino. Os dois continuam pilotando normalmente nos EUA - um trabalha para a American Airlines e outro para a ExcelAir.

Para o advogado de defesa dos pilotos no Brasil, Theo Dias, o pedido de cassação faz parte da tática jurídica da defesa das famílias, encabeçada por Dante D'Aquino, que também é assistente da promotoria do Ministério Público em ação que corre em solo brasileiro contra os norte-americanos e os controladores de voo.

"A FAA é um dos orgãos mais rígidos do mundo, eles não iriam negar o pedido com base em nacionalismo", disse Dias. "Tanto é que os pilotos continuam voando, o que é um indício de que as empresas confiam neles".

O acidente ocorreu em 29 de setembro de 2006, quando o Legacy norte-americano pilotado por Lepore e Paladino se chocou em pleno voo com um Boeing 737 da Gol, que caiu em plena selva amazônica sem deixar nenhum sobrevivente.

O Legacy era administrado pela ExcelAir, com sede na cidade de Ronkonkoma, estado de Nova York.

No dia 12 de janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, havia decidido que os pilotos responderiam na Justiça brasileira à acusação negligência por não terem acionado um controle que indicaria falha de comunicação durante o voo.

Com isso, os pilotos ainda respondem a dois processos criminais no Brasil, sendo que em uma eles são responsabilizados e em outra também estão incluídos os controladores de voo que operavam o tráfego durante o acidente.

Fonte: O Estadão/ Eduardo Roberto com informações da Associated Press

 
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