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Procurador denuncia Jaqueline Roriz ao STF


Imagens ABC
Jaqueline tenta evitar cassação

 O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou nesta sexta-feira denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ele recomenda abertura de ação penal. Os ministros da Corte vão decidir, em plenário, se aceitam ou não a denúncia. Caso a resposta seja positiva, a parlamentar, que hoje responde a inquérito no Supremo, passará à condição de ré.

aqueline aparece em um vídeo gravado em 200 6 recebendo um pacote de dinheiro do delator do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Barbosa afirmou ter repassado dinheiro do esquema de corrupção do governo do Distrito Federal à parlamentar em outras ocasiões.

A Procuradoria Geral da República não informou o nome do crime ao qual ela responde. O órgão também ainda não divulgou o documento que foi encaminhado ao STF.

 

 

Em campanha para tentar salvar seu mandato, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) encaminhou a todos os parlamentares nos últimos dias um documento intitulado "memorial de defesa". Nele, pede-se a absolvição sob o argumento de que ela não pode ser punida por um fato anterior ao mandato. Sobre o mérito da acusação, no entanto, ela permanece em silêncio, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Jaqueline aparece em um vídeo gravado em 2006 recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, que em depoimento ao Ministério Público Federal afirmou não ser esta a única vez na qual repassou a ela dinheiro do esquema de corrupção existente no Distrito Federal. O vídeo foi divulgado em primeira mão em março deste ano pelo portal do Estadão. O Conselho de Ética da Câmara, por 11 votos a 3, aprovou o parecer do relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) recomendando a cassação de Jaqueline. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), pretende por o caso para a deliberação do plenário na próxima terça-feira, dia 30.

No memorial, o advogado dela, José Eduardo Alckmin, alega "inconsistência jurídica" do parecer de Sampaio. O documento cita parecer do agora ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em que ele defende a impossibilidade de punir parlamentares por fatos anteriores ao mandato. A defesa dela cita ainda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre outro caso em que se vincularia a quebra de decoro ao exercício do cargo. "A caracterização de falta ética e de quebra de decoro exige que, na data do fato, o deputado esteja no exercício do mandato", argumenta o advogado de Jaqueline.

O material enviado aos deputados não inclui o parecer de Sampaio, mas está anexado um relatório de Vilson Covatti (PP-SC) que nem sequer foi votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Jaqueline tinha recorrido da cassação àquela comissão, mas desistiu diante da ameaça feita por Marco Maia de intervir na CCJ para tirar a relatoria deste recurso das mãos de Covatti, que já tinha votado a favor dela no Conselho. O recurso e a desistência serviram para que a defesa produzisse mais uma peça para tentar convencer os parlamentares a inocentá-la sem que ela se manifeste sobre o mérito da denúncia.

Fonte: ABC Politiko

 
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