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MENSALÃO Réus do mensalão têm até 5a. para apresentar defesa Acusados no escândalo, como Dirceu, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, ainda não entregaram defesas ao STF.

Réus do mensalão têm até 5a. para apresentar defesa 03.09.2011
Imagens ABC
Jefferson diz que não sabia origem do dinheiro

Brasília - Os principais atores do escândalo do mensalão têm até quinta-feira para entregar suas defesas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até sexta-feira, 16 dos 38 réus haviam apresentado as alegações finais na ação penal que investiga o suposto esquema de pagamento de propina em troca de apoio político ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os denunciados que ainda não protocolaram a defesa estão o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-deputado José Genoino, os deputados federais Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP), além do publicitário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão.

Na última terça-feira, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, apresentou suas alegações, pedindo, mais uma vez, a inclusão de Lula no rol de denunciados. Jefferson enfatiza em sua defesa que não sabia da origem ilícita dos R$ 20 milhões que o PT repassou ao PTB, em 2004. Jefferson reafirma que os recursos foram fruto de um acordo político entre os partidos para a disputa das eleições municipais de 2004 e nega de forma enfática que a legenda tenha recebido a quantia em troca de apoio ao governo do então presidente Lula no Congresso.

Na peça apresentada ao STF, Roberto Jefferson alega que "a origem desses recursos, em sua integralidade, ainda não foi identificada”. Segundo ele, as acusações da Procuradoria-Geral da República "são claramente improcedentes e destituídas de fundamento fático". "Não se tratava aí de apoio ao Governo Federal. A eleição era municipal”, defende-se Jefferson. Foi o então deputado que denunciou à imprensa, em 2005, a existência do chamado mensalão, descrito pelo Ministério Público Federal (MPF) como um esquema que desviava dinheiro público para a compra de apoio político, com o objetivo de "garantir a continuidade do projeto de poder" do PT.

Roberto Jefferson responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O suposto envolvimento com o mensalão lhe custou o cargo de deputado federal. Ele teve o mandato cassado pelos colegas, em setembro de 2005. Em sua defesa, o presidente do PTB repudia a acusação de teria lavado dinheiro. "Se não sabe o acusador a origem daquele recurso, como afirmar que é ilícito e, por isso, atribuir ao defendente que empenhou-se no seu branqueamento ou lavagem", ressalta a defesa do réu.

Valdemar

Também na terça, o ex-tesoureiro do Partido Liberal (atual PR) Jacinto Lamas entregou sua defesa. Ele responsabilizou um dos caciques do partido, Valdemar Costa Neto, pelas operações financeiras da legenda. "Embora o cargo do acusado (Jacinto), fosse o de tesoureiro do PL, a verdade é que a agremiação era comandada com mão de ferro pelo acusado Valdemar da Costa Neto, este sim quem efetivamente controlava tudo no partido, inclusive a parte financeira e as negociações políticas", destaca a defesa de Jacinto Lamas.
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato também apresentou suas alegações finais. Ele frisa que "não detinha competência para determinar pagamento ou fiscalizar execução de contratos". Segundo ele, o BB tem um modelo de administração colegiada e compartilhada.

O marqueteiro Duda Mendonça, por sua vez, admitiu que pode ter recebido recursos provenientes de caixa 2 do PT. "Aos acusados sempre pareceu que os valores recebidos por seu lícito trabalho eram oriundos, na pior das hipóteses, de infração prevista na legislação eleitoral", diz Mendonça. Todas as alegações serão analisadas pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo no STF. Ele pretende levar o caso a julgamento no plenário no começo de 2012.

No começo de julho, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou suas alegações finais ao STF, pedindo que dois réus fosses excluídos do rol de acusados. Para Gurgel, não existem provas contra o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e nem contra Antônio Lamas, ex-assessor do Partido Liberal (atual PR).

Fonte:www.correiobraziliense.com.br

 
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