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Roubavam malotes em portas de bancos e abriam contas

Roubavam malotes em portas de bancos e abriam contas

Doze homens e três mulheres foram presos na Operação Clone, deflagrada na manhã de hoje, para prender quadrilha que chegou a ter carros de apoio

Tamanho da Fonte  Redação Jornal Coletivo

 

Funcionários de empresa  que recolhiam malotes eram abordados pelo bando que dividia a quantidade dos cheques e os compensavaFotos: BritoFuncionários de empresa que recolhiam malotes eram abordados pelo bando que dividia a quantidade dos cheques e os compensava
Policiais civis da 2ª DP (Asa Norte) deflagraram, na manhã de hoje, a Operação Clone, que resultou na prisão de 12 homens e três mulheres. Os acusados praticavam o crime nas portas de agências bancárias, onde assaltavam funcionários de uma empresa que faz o recolhimento de malotes com transações feitas no banco, roubavam os cheques que tinham nos pacotes e depois os compensavam em conta de laranjas. Três pessoas ainda estão foragidas. As prisões ocorreram em todo o Distrito Federal e principalmente nas regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. O grupo era investigado desde maio quando praticou um roubo no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN).

 


Segundo o delegado-chefe, Marcelo de Paula Araújo, o grupo agia no DF e já cometeu cerca de seis assaltos à mesma empresa. Eles monitoravam os veículos que eram conduzidos apenas por um funcionário e abordavam a vítima quando ela já estava no final do recolhimento dos malotes, por volta das 18h ou 19h. “Eles escolhiam esses horários porque têm muito movimento de carros e devido ao horário de pico, não ocorrem blitze, facilitando a fuga deles”, comenta o delegado.


O funcionário abordado era obrigado a ir com a dupla de assaltantes dentro da picape até um local ermo, onde eles pegavam os malotes, passavam para dentro de um carro de apoio, liberavam a vítima e fugiam. De acordo com a polícia, três carros davam apoio aos assaltantes. Depois do roubo, os acusados dividiam a quantidade de cheques entre eles e iam compensá-los em nomes de laranjas que cediam suas contas.


Provas dos crimes estavam nas residências do bando

 

 

Cheques roubados, cartões, carimbos, celulares e computadores  foram apreendidosCheques roubados, cartões, carimbos, celulares e computadores foram apreendidos
Nas residências do grupo, os policiais da 2ª DP apreenderam milhares de cheques roubados, carimbos, vários celulares, quatro computadores, um revólver calibre 38, uma arma de brinquedo similar à pistola .40, cartões de crédito, documentos falsos, distintivos de polícia e colete de agente ambiental. Eles foram indiciados por roubo com agravante, receptação, falsificação de documento público e formação de quadrilha. Se condenados eles podem pegar mais de 30 anos de reclusão. Cerca de sete pessoas participavam de todas as operações criminosas e os demais seriam laranjas, que serão responsabilizados.
Fonte: Jornal Coletivo

 

 
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