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Entre os internos do Caje, 65% são reincidentes

Mais da metade dos menores infratores do Distrito Federal cometeu delitos graves. As internações por homicídios, estupros, roubos e tráfico de drogas chegam a atingir 53% dos internos, e nada menos do que 65% dos que cometeram infrações graves são reincidentes. Em toda a rede de internação, o índice de reincidência chega a quase a metade – 46%.

 

Os números preocupam especialistas e promotores, que acreditam que isso demonstra uma carência de políticas públicas voltadas para a criança e para o adolescente no DF. Porém, uma das questões mais preocupantes é a superlotação das unidades, que torna ineficaz os programas de ressocialização.

 

Com o sistema sobrecarregado, torna-se difícil evitar que unidades, como o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), por exemplo, que comporta quase 300 internos a mais do que sua capacidade, sejam palco para cada vez mais tragédias.

 

Como lembra o deputado Wellington Luís, que esteve reunido ontem com autoridades da Secretaria da Criança e do Adolescente para discutir o assunto, em menos de um mês ocorreram duas situações graves no Caje. Em uma, um dos internos foi estrangulado até a morte por colegas de quarto. E a mais recente, no domingo, quando uma tentativa de fuga em massa deixou quatro monitores e vários internos feridos.

 

Ontem, os servidores do Caje fizeram uma manifestação, primeiro em frente a unidade de ressocialização e, depois, no Palácio do Buriti. Eles estão reivindicando a nomeação de 211 concursados, aquisição de melhores equipamentos de segurança e a volta da vinculação dos agentes para Secretaria de Estado de Justiça. Atualmente, eles são lotados na Secretaria de Estado da Criança.

 

 

 

 



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br/ Ana Paula Andreolla e Rener Lopes

 
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