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Focos sob controle

Pequenas áreas de gramado ainda são afetadas, mas fogo deve ser extinto até sábado, segundo bombeiros

Os incêndios de grandes proporções já foram extintos no Distrito Federal e restam apenas os pequenos focos que devem ser controlados até sábado próximo, segundo o Corpo de Bombeiros (CBMDF). O controle dos incêndios maiores ocorre após um esforço conjunto entre CBMDF, Defesa Civil, Polícia Militar e Força Aérea Brasileira. Apenas na última semana, 160 focos de incêndios foram identificados e mais de 13 mil hectares (equivalente a 13 mil campos de futebol) foram queimados.


Algumas pequenas áreas da Floresta Nacional (Flona) ainda sofrem com o fogo. Mas o CBMDF garante que apenas parte do gramado pega fogo e que há monitoramento. Do início da seca, em junho, até ontem, foram contabilizados mais de 23 mil hectares queimados. 50% destes incidentes aconteceram durante esta semana de intensos focos de incêndios, o que representa os 13 mil hectares. No ano passado, durante essa mesma época, foram queimados 8,2 mil hectares: aumento de 37% em relação a 2010.

Algumas pequenas áreas localizadas no DF ainda sofrem com o fogo, mas esses focos devem ser controlados ainda nesta semanaFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABrAlgumas pequenas áreas localizadas no DF ainda sofrem com o fogo, mas esses focos devem ser controlados ainda nesta semana


Além da flora, a fauna também sentiu com o calor e a devastação do hábitat. Animais originários do cerrado fugiram para outros locais da cidade, inclusive áreas urbanas. “Foram locais que tiveram áreas de verde totalmente queimadas. Os bichos também sofreram com isso, mas fizemos todos os procedimentos para controlar”, relata o major Mauro Sérgio Oliveira, do Corpo de Bombeiros.


Ainda segundo o major, o ano passado teve uma baixa de 15% de queimadas em relação a 2009. “As pessoas aprenderam que não é bom fazer queimadas e pararam. Mas bastou passar um ano que tivemos um aumento nas ocorrências. De agora em diante, faremos palestras e trabalharemos com os moradores de áreas rurais para conscientizá-los sobre a prática da queimada e os atos criminosos, além de continuarmos o monitoramento nessas áreas de risco”, frisa o major.

O maior estrago

A Floresta Nacional (Flona) foi a que mais sofreu com as queimadas. Perdeu 70% da sua vegetação, de 10 mil hectares, foram devastados 6,7 mil. O Jardim Botânico, a Estação de Águas Emendadas, a Fazenda Água Limpa da UnB, o Parque Ecológico Ezequias Heringer, localizado no Guará, e a Reserva do IBGE foram vastamente maltratados.

 

Fonte: Da Redação do Jornal Coletivo/ Nelson Araújo

 
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