Polícia já esperava explosões
Ladrões de bancos em Goiás têm deixado o maçarico de lado e passado a usar uma nova ferramenta para ter acesso ao dinheiro que fica em caixas eletrônicos: explosivos. Nos últimos 12 dias, três agências na Região Metropolitana de Goiânia foram alvos. Ontem, foi a vez da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na Avenida X, próximo à Praça do Avião, Setor Aeroporto, na capital. Antes disso, duas unidades do Bradesco, uma em Santo Antônio de Goiás e, a outra, em Aparecida de Goiânia foram roubadas. Delegado do Grupo Antiroubo a Bancos (GAB) da Polícia Civil, André Augusto Bottesini, diz que explosivos são mais rápidos que maçarico e, por isso, a modalidade chegaria logo a Goiás.
Nos últimos três meses, segundo o GAB, foram contabilizadas nove ocorrências dessa natureza no Estado e duas no Distrito Federal (DF). A Polícia Militar informa que a explosão na Caixa Econômica ocorreu por volta da 3h20, quando os criminosos acionaram explosivos em gel em dois caixas eletrônicos da agência. Conforme a corporação, apenas um dos terminais explodiu e, quando os policiais entraram no local, encontraram uma “banana de dinamite” junto ao outro caixa.
A Companhia de Operações Especiais (COE) foi acionada e, por meio do seu Esquadrão Antibombas – que utilizou um robô – conseguiu tirar o material do local e detoná-lo, por volta das 6h30, na Praça do Avião. Por se tratar de uma instituição federal, as investigações sobre o roubo serão conduzidas pela Superintendência da Polícia Federal em Goiás. A PF informou que, após o ocorrido, uma equipe composta por delegado, agente e perito se deslocou para o local, onde foi feito levantamento preliminar e perícia. A PF encontrou, dentro das gavetas do terminal detonado, R$ 42.025.
Gavetas e partes do equipamento foram levadas para a superintendência, onde passarão por perícia. A consultoria regional de Marketing da CEF divulgou uma nota, em que informou que dados sobre eventos criminosos ocorridos dentro das unidades do banco são repassadas apenas às autoridades policiais, “contribuindo para o trabalho de inteligência conjunto realizado pela Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil”. Nenhum funcionário da CEF foi autorizado a falar sobre o assunto e nenhuma outra informação será repassada. A quantia levada do banco não foi divulgada pela CEF.
No entanto, as notas encontradas pela PF não estavam manchadas de tinta cor-de-rosa, como é de praxe após uma explosão. A expectativa é que as notas roubadas também não estejam marcadas. A CEF não confirmou e nem negou a informação. Ainda na nota, a Caixa esclarece que trabalha para reestabelecer, no menor tempo possível, as condições de atendimento na agência. Na manhã de ontem, funcionários do estabelecimento conferiam o estrago deixado pelos criminosos, mas ninguém falou com a imprensa. Do lado de fora, percebia-se que, além do caixa, parte do teto da agência foi destruída.
Carros
Moradores da região ouviram a explosão e chegaram até a ver suspeitos nas proximidades do banco. A psicóloga Deise Quinan, de 57 anos, conta que estava acordada quando ouviu o barulho e, por um momento, pensou que fosse um trovão. Mas, quando olhou pela janela do 14º andar do prédio onde mora, viu fumaça saindo do banco.
O marido dela, segundo relata, viu três carros, que ela não soube identificar a marca, andando devagar e com os passageiros conversando. Outros moradores afirmaram ter visto os três veículos, que estariam com seis indivíduos. “Não é normal uma hora daquelas três carros andando daquela maneira”, diz a psicóloga.
Fonte: O Hoje/ Wanessa Rodrigues
- [14/05/10] - Jornal inglês diz que Lula desafia Estados Unidos com visita ao Irã
- [12/12/11] - POLÍTICA// PLEBISCITO» Paraenses descartaram a criação dos estados de Tapajós e Carajás
- [19/10/10] - Lula assina decreto de criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena
- [18/03/11] - Parlamentares contestam novas denúncias de Arruda
- [14/09/09] - Analfabetismo no Brasil










