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EUA matam clérigo americano da al-Qaeda

O clérigo americano de origem iemenita morto no Iêmen/Reprodução

Além de Anwar al-Awlaki, outro cidadão dos EUA foi morto em operação da CIA no Iêmen

 

Anwar al-Awlaki

Cidadãos americanos ligados à al-Qaeda são mortos em operação da CIA no Iêmen


SANAA - Em um duplo golpe contra a franquia mais perigosa da al-Qaeda, as forças de contraterrorismo americanas mataram dois cidadãos americanos que desempenharam papéis importantes em inspirar ataques contra os Estados Unidos. Nascidos em solo americano, o clérigo Anwar al-Awlaki e Samir Khan foram mortos, segundo fontes, em um ataque aéreo contra seu comboio no Iêmen em uma ação conjunta da CIA com a unidade especial que matou Osama bin Laden. Aparentemente, apenas Al-Awlaki - líder da unidade de operações internacionais da al-Qaeda na Península Arábica e um dos principais propagandistas da rede - era o alvo da ação.

Kahn trabalhava na revista "Inspire", um folhetim da al-Qaeda escrito em inglês para propagar ideais terroristas.

Segundo fontes de Washington, Obama teria pedido pessoalmente a morte de Awlaki. O corpo do terrorista estaria nas mãos de autoridades iemenitas.

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PERFILQuem foi Anwar al-Awlaki

Awlaki estaria ligado a quatro tentativas de ataques terroristas nos EUA, nos últimos anos, entre eles o ataque frustrado na Times Square. O americano seria responsável pela unidade de operações internacionais da célula da al-Qaeda na Península Arábica, onde a rede vem se fortalecendo.

No ano passado, Washington classificou Awlaki como um "terrorista global", elevando o imã ao mesmo nível de ameaça que Osama bin Laden. Desde então, o governo deixou claro o objetivo de capturá-lo. Em maio deste ano, logo após a operação que matou Bin Laden, em Abbottabad, Awlaki conseguiu escapar de um ataque americano.

- Nos últimos anos, al-Awlaki se tornou mais perigoso até que Osama bin Laden. Sua morte é uma tremenda vitória do presidente Obama e da nossa inteligência - disse o representante de Washington Peter King.

Awlaki nasceu no estado do Novo México em 1971 numa família de imigrantes iemenitas. Na infância, ele chegou a retornar ao país árabe, mas voltou aos EUA para cursar faculdade em 1991. Autoridades americanas acreditam que ele tenha pregado para pelo menos dois dos sequestradores do 11 de Setembro em uma mesquita de San Diego, Califórnia.

A morte do importante homem da al-Qaeda acontece em meio a protestos contra o presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh, há 33 anos no poder. Segundo analistas, o ataque poderá ser usado a favor do ditador, já que os EUA temem que o aumenta da instabilidade interna fortaleça a rede terrorista na Península Arábica.


Fonte: O Globo - Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

 

 

 

 
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