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Cinco devem ser presos por propina nos transportes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

olícia Civil realiza operação que aponta participação de funcionários da Secretaria de Transportes, em 2008 a 2009, em esquema de extorsão

 

Agentes da Civil apreenderam documentos, computadores, pen drives e outras mídias das residências dos denunciadosFoto: BritoAgentes da Civil apreenderam documentos, computadores, pen drives e outras mídias das residências dos denunciados
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública do DF (Decap), iniciou, na madrugada de hoje, uma operação contra irregularidades no transporte público. Cinco mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça. Três pessoas foram presas e duas estão foragidas.

 


Pela manhã, os policiais da Decap levaram para a sede da delegacia documentos, mídias, computadores e pen drives apreendidos nas residências dos acusados, em Santa Maria, Gama, Paranoá, Recanto das Emas, Guará, Taguatinga, Núcleo Bandeirante e Cruzeiro. A investigação aponta que funcionários da Secretaria de Transportes exigiam o pagamento de propina para que a Cooperativa dos Profissionais do Transporte Alternativo do Gama (Coopatag) pudesse operar com 50 micro-ônibus. Na operação Regin foram presos Josenildo Batista Silva, José Estelito Lopes e Adevandro Pereira da Silva.


Os alvos da polícia são pessoas ligadas às cooperativas de transportes, laranjas e assessores políticos. Um dos mandados expedidos foi para Júlio Urnau, que já foi secretário-adjunto de Estado da Secretaria de Estado de Transportes do DF no governo Arruda e homem de confiança do ex-secretário de Transportes Alberto Fraga. Agentes da Civil foram à casa de Urnau, no Núcleo Bandeirante, mas ele não foi encontrado. Outro foragido é José Geraldo Oliveira de Melo, ex-assessor especial do governo Arruda. 
Segundo informações prévias da operação, depoimentos dos cooperados da Coopatag informam que tanto Urnau quanto José Geraldo afirmaram que Alberto Fraga exigiu R$ 800 mil para que a cooperativa operasse no transporte coletivo do DF. 

 

Fonte: Jornal Coletivo


 
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