Agentes e escrivães entram em greve
Delegados civis já estão parados há 33 dias Desde ontem, apenas flagrantes de homicídio, latrocínio, estupro e tráfico de entorpecente serão registrados pela Polícia Civil em Goiás. A exemplo dos delegados, em greve há 33 dias, agentes e escrivães paralisaram, na segunda-feira, suas atividades, mantendo apenas 30% do efetivo trabalhando. Investigações de crimes, registros de ocorrências e formalização de procedimentos estão suspensos. A paralisação foi decidida na tarde de segunda-feira, mas só hoje pela manhã os policiais em greve definiram como será o atendimento à população. Serão mantidos, além dos registros de flagrantes, a expedição de requisições de exames cadavéricos e relacionados a crime de estupro, o cumprimento de ordens judiciais (mandados e alvarás) e o recebimento de veículos provenientes de crimes, que serão liberados apenas após o término da greve. Por outro lado, estão suspensas visitas aos presos, enquanto a custódia estiver sobre a responsabilidade da Policia Civil. Também não serão realizadas escoltas. Reivindicações Os policiais civis reivindicam a reestruturação do plano de carreira, a desvinculação das demais categorias da Segurança Pública, reposição salarial de 30%, referente as perdas desde 2006, e revisão da Lei Orgânica. De acordo com o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), José Virgílio Dias de Sousa, o percentual de 30% de atendimento será mantido nos locais onde houver atendimento por parte dos delegados, que estão mantendo 50% do efetivo em trabalho.
Fonte: O Popular
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