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Dilma diz que não fará 'apedrejamento moral' de Orlando Silva



Dilma Roussef durante visita a Angola (Foto: Roberto Stuckert/ABr)

Dilma Roussef durante visita a Angola (Foto: Roberto Stuckert/ABr)

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o governo não fará um "apedrejamento moral" do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), que está sendo investigado por denúncias sobre um suposto esquema de desvio de dinheiro em seu ministério.

"É importantíssimo que nós, que somos países democráticos, aprendamos que não se faz apedrejamento moral de ninguém", disse Dilma a jornalistas em Luanda, Angola, no último dia de seu giro de quatro dias pela África.

"Eu acho que nós temos que ter um processo sistemático de apuração de todos os males feitos. Agora tem sempre que se supor a presunção da inocência das pessoas", acrescentou.

Orlando Silva foi alvo de denúncias de envolvimento em um suposto escândalo de corrupção divulgado pela revistaVeja.

A revista publicou no fim de semana uma reportagem na qual um policial militar acusa Orlando Silva de ser mentor e beneficiário de um suposto esquema de desvio de verbas de ONGs ligadas ao Ministério do Esporte para o seu partido, o PC do B.

O caso teria ocorrido em 2009, quando Silva era ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Base aliada

A presidente refutou críticas de que o governo estaroa aliviando a pressão sobre o ministro por ele pertencer a um partido da base aliada.

"Dizer que o governo está fazendo julgamento por partido é uma tolice. O meu governo respeita o Partido Comunista do Brasil e acha que ele tem quadros absolutamente importantes para o país", disse a presidente.

"Nós temos que apurar os fatos, investigar e, se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Isto não significa demonizar quem quer que seja e muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia."

Dilma também reclamou de declarações atribuídas a ela por parte da imprensa brasileira de que a presidente teria achado insuficientes as explicações dadas por Orlando Silva no Congresso.

"Vazam aspas com frases minhas quando eu não falei com ninguém", disse Dilma.

 

Fonte: BBC Brasil / Daniel Gallas enviado especial a Luanda em Angola

 
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