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Policia Civil decide entrar em greve por tempo indeterminado

Assembleia realizada ontem em frente ao Palácio do Buriti: nova reunião está marcada para a próxima quinta-feira
Assembleia realizada ontem em frente ao Palácio do Buriti: nova reunião está marcada para a próxima quinta-feira


Os policiais civis do Distrito Federal deram início ontem a uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi decidida durante assembleia realizada à tarde em frente ao Palácio do Buriti. Apenas os serviços de emergência, registros de flagrantes e crimes graves, como estupros e homicídios, serão mantidos durante o movimento. Um nova assembleia foi marcada para a próxima quinta-feira, às 15h.

Com a greve, 30% do efetivo devem permanecer em atividade. “Atenderemos somente crimes hediondos, como estupros e homicídiosâ€, reforçou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), Luciano Marinho. Os agentes haviam voltado ao trabalho ontem, após três dias parados. Em outubro, foram duas paralisações de 72 horas, na tentativa de pressionar o governo a honrar proposta oferecida pelo Governo do Distrito Federal em abril.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Pública, o GDF apresentou uma proposta aos policiais civis na semana passada, que não foi aceita. Segundo Marinho, a proposição atende apenas a parte dos agentes. “Vários termos abrangem apenas partes isoladas da categoria. Só aceitaremos um acordo que atenda a todos os policiais civisâ€, explica Marinho.

No primeiro semestre deste ano, os policiais civis pararam as atividades por 16 dias. A greve mais longa de 2011 teve início em 31 de março e se estendeu até 15 de abril. A categoria só decidiu pelo fim do movimento após aceitar uma proposta encaminhada pelo GDF.O documento garantiu reforço no efetivo, aumento salarial de 13%, dividido em duas parcelas, além da reestruturação da carreira.

De 23 a 26 de fevereiro, os servidores também protestaram e, durante o período, 30% dos policiais trabalharam. A terceira paralisação de 2011 ocorreu no último dia 7, quando as atividades ficaram suspensas por 24 horas. A quarta, de 72 horas, terminou em 20 de outubro, mas a quinta foi agendada para a última segunda. De acordo com o Sindicado dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), as paralisações são para pressionar o GDF a cumprir o acordo firmado com a categoria.
Fonte: Correio Braziliense
 
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