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PT articulou e salvou (por enquanto) Agnelo

Agência Brasil
Agnelo Queiroz, governador: possibilidade de o Superior 
Tribunal de Justiça concluir inquérito até 2014 é remota

A demissão do ministro Orlando Silva (PCdoB) foi uma estratégia do PT para impedir a investigação das denúncias pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão beneficiou principalmente o governador do DF, Agnelo Queiroz, que teve o inquérito devolvido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Enquanto o Supremo trata de milhares de casos, o STJ cuida de centenas de milhares. Ou seja, a possibilidade de a investigação ser concluída até 2014, quando vence o mandato do governador, é mais que remota. É impossível.

O governador tem todo o apoio do PT do DF. Segundo o deputado Chico Leite, a crise atinge apenas o ex-ministro do Esporte. “Agnelo Queiroz deixou o ministério há seis anos e não tem envolvimento com as denúnciasâ€, afirma o deputado. Todavia, o STJ acatou a denúncia contra o governador. Se não houvesse indício de irregularidade, o tribunal não teria aberto inquérito para investigar. “E espero que o STJ apure a verdade e desmascare quem tentou sujar a honra de Agnelo. Não vão provar nada porque não existe nadaâ€, afirma Chico Leite. 

Questionado porque ele coloca a mão no fogo pelo governador, que nem era do PT quando comandou o Ministério do Esporte, o deputado petista afirma que Agnelo Queiroz nunca foi do núcleo central do PCdoB. “E eu tenho o hábito de acreditar nas pessoasâ€, diz.

A crise no Ministério do Esporte não deve acabar com a indicação do deputado federal  Aldo Rebelo, também do PCdoB, para comandar a polêmica pasta. O policial militar João Dias Ferreira, que delatou o esquema fraudulento, envolveu Apolinário Rebelo, vice-presidente do PCdoB do DF e irmão de Aldo em seu depoimento à Polícia Federal. Ele teria dito que foi Apolinário quem indicou Fredo Ebling como “responsável pela arrecadação†do dinheiro fruto do suposto esquema.

Aldo Rebelo não terá condições de fazer a limpeza que prometeu no Ministério do Esporte, afinal, as principais lideranças do partido estão abrigadas ali. Todavia, aberta a torneira de denúncias ninguém sabe onde vai parar. Nem mesmo Agnelo Queiroz, com seu inquérito amarelando no STJ, está a salvo.

Rollemberg quer discutir recurso para Entorno

Devem ter início em 21 de novembro as audiências públicas que o senador Rodrigo Rol­lemberg (PSB) pretende fazer com representantes do Entorno do DF para discutir a destinação de parte do Fundo Cons­titucional do Distrito Federal (FCDF) para a região do En­torno. Apesar da polêmica provocada pela proposta, o senador não abre mão de discutir a melhor forma de garantir a destinação de recursos significativos para os municípios da região.

Ele não faz questão de que seja a proposta dele a resolver o problema. O parlamentar sugere que seja investido nos municípios do Entorno 0,5% do FCDF, gradual e cumulativamente, até chegar a 5% do montante, de forma que primeiros beneficiados seriam os municípios com piores índices de desenvolvimento humano (IDH) e mais próximos de Brasília.
Entre os outros projetos que tramitam na Casa há o que propõe a criação de um fundo específico para a região. “O que a Sudeco também estudaâ€, lembera o senador. E o do deputado João Campos (PSDB), que sugere a destinação de 10% do FCDF para custear saúde, educação e segurança na região.

Há ainda os projetos que propõem a criação de um Estado a partir dos municípios do Entorno e que sugerem a incorporação de municípios da região ao Distrito Federal. O senador defende que todas as propostas sejam debatidas sem preconceito, mas, particularmente, é contra a criação do Estado do Planalto e a incorporação de municípios goianos ao DF.

O senador afirma que a destinação de recursos do DF para o Entorno poderia se dar de maneira menos burocrática, a partir da decisão política do governador do DF e independentemente do projeto de lei. “A fonte não importa, o que precisa é que os recursos sejam regulares e não eventuais, como têm sido.â€

Governador do Distrito Federal enfrenta greves e manifestações

O governador Agnelo Queiroz (PT) vai ter de se desdobrar para conseguir levar adiante seu governo. Não bastasse a suspeita sobre o envolvimento dele nas fraudes no Ministério do Esporte, o governador enfrenta uma onda de greves e manifestações.

Os policiais civis decidiram que só vão suspender a paralisação após cumprimento de promessas por Agnelo Queiroz durante a campanha eleitoral. Os operários que trabalham na construção do Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrinhca, também cruzaram os braços quinta-feira, 27, por salários maiores, melhores alojamento e comida de melhor qualidade. O Estádio Nacional de Brasília foi escolhido pela Fifa para receber da Copa das Confederações, em 2013. O Consórcio Brasília 2014, responsável pelas obras no estádio buscará medidas judiciais para tentar pôr fim à greve dos operários que já dura três dias.

Os enfermeiros que atuam na rede pública de saúde do Distrito Federal fizeram manifestação na quarta-feira, 26, para cobrar uma parcela da gratificação prometida pelo Governo do Distrito Federal que não foi paga. Os professores votaram por não aceitar a proposta apresentada pela Secretaria de Educação e ameaçam dar início a greve.

Tucanos denunciam PT no esporte

O PSDB, em seu programa eleitoral gratuito, questionou o envolvimento do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), nas denúncias de corrupção no Ministério do Esporte. Segundo Márcio Machado, presidente do PSDB, as fraudes tiveram início na gestão do governador do DF e “estão querendo aliviar a barra de Agnelo no Superior Tribunal de Justiça (STJ)â€. O PT tentou barrar a exibição de programa político, que está no ar desde a semana passada, na Justiça Eleitoral, mas a medida não terá efeito, haja vista que os tucanos foram notificados na sexta-feira, 28, e têm cinco dias para se manifestarem. Até lá, o espaço destinado ao PSDB terá terminado.

Em outra ação é o PSDB que tenta reaver o mandato do deputado Washington Mesquita, que migrou para o PSD. “Um partido sem identidadeâ€, afirma Márcio Machado.  Os tucanos querem saber se Washington Mesquita participou realmente da fundação da nova sigla e argumentam que o deputado havia se comprometido, publicamente, a não deixar o PSDB.

Liliane e Wellington mudam de partido

Os dois recém-criados partidos, PSD e PPL, atraem mais dois parlamentares do DF: Liliane Roriz trocou o PRTB pelo PSD e Wellington Dias deixou o PSC pelo PPL, partido ligado ao vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). O deputado é o mais novo componente da base do governo Agnelo Queiroz (PT).

A ida de Liliane para o partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi definida na fundação do partido. A senadora Kátia Abreu foi a primeira a cogitar a ida da deputada para a nova sigla. Ela participou da fundação, portanto não corre o risco de perder o mandato, e aguardou apenas que Rogério Rosso, presidente da legenda no DF, definisse o posicionamento de independência do PSD em relação ao governo.

Liliane Roriz queria a garantia de que poderia manter sua atitude de oposição ao governo Agnelo Queiroz.
A ida de Liliane para o PSD não implica a aproximação entre o partido e os rorizistas, afirma Rosso. Ele conta que Liliane Roriz é amiga dele há 21 anos e sempre teve uma atitude de independência em relação ao pai, Joaquim Roriz. Segundo um assessor da deputada, ela sempre teve mais afinidades com políticos de esquerda, como Chico Leite (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), que com o pai.

O PSD do DF conta agora com quatro parlamentares e se torna a segunda maior bancada da casa – atrás apenas do PT.

 

Fonte: Jornal Opção

 
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