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Vecci nega desgaste do governo Secretário reconhece ônus das medidas, mas aposta nas consequências positivas em médio e longo prazo

Após dez meses de governo, o secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci (PSDB), descarta que o governo esteja desgastado junto ao funcionalismo público devido à adoção de uma série de medidas que impactaram o setor, um dos nichos que deram mais votos para o governador Marconi Perillo (PSDB). Segundo Vecci, todas as ações do governo até agora tiveram como objetivo qualificar, cada vez mais, o serviço público em Goiás, uma das metas da campanha do governador. 

“Apesar de os servidores terem um papel fundamental no desenvolvimento das ações do Estado, ele existe para prestar serviço para a população, para seis milhões de goianos”, lembra. Dentro desse contexto, segundo o secretário, a resistência dos servidores com algumas ações vai se transformar em breve em reconhecimento dos esforços do governador. Assim, é possível perceber, pelo discurso defendido por Vecci,  que as polêmicas com o reajuste salarial do funcionalismo, com o atraso nas nomeações de concursados, ou com a adequação das exonerações de funcionários para abrigar cotas de indicações políticas, dentre outras, fazem parte do “pacotão” de problemas que o governo está conseguindo, aos poucos, equacionar.

Alegando as dificuldades financeiras herdadas da administração anterior, e o tempo necessário gasto para “arrumar a casa”, Vecci acredita que o funcionalismo está recebendo a atenção possível do governo. Ele justifica, por exemplo, porque o reajuste salarial foi fixado este ano em apenas 1,68%. “O que houve foi que, em função da caótica situação financeira herdada pelo Estado, de se estar acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, na data base ofertamos este índice. Não poderíamos ser irresponsáveis”, disse.

O secretário ainda disse que, a partir do próximo  ano, o governo reavaliará, com base na situação financeira do Estado, as condições de melhorar a remuneração dos servidores.  Vecci lembra que outras ações adotadas pelo Estado já tiveram como efeito o fortalecimento dos servidores públicos. “O próprio sistema da meritocracia é isso, uma  forma de se trabalhar profissionalmente, sem Q.I., quem indica”, cita. 
O secretário  pondera que, apesar de o Estado não poder prescindir dos cargos de indicação política, a meritocracia, pelo menos em nível de gerência, dá um caráter “mais profissional” aos cargos. “Mas os governos têm de ter, sim,  os cargos comissionados, são cargos de confiança, importantes. Mas estamos avançando: somos o único Estado do Brasil que a área técnica é toda escolhida por sistema de mérito, atualmente 750 gerentes, e isso já reoxigena a administração”, afirmou.  

Concursos

Sobre o problema com os concursados, Vecci acrescenta que todos que passaram nos certames, e que estavam em situação legal, foram chamados para nomeação. “Quem não foi, é porque não estava. O caso do concurso da Polícia Civil, que não houve conclusão, as pessoas não passaram, e fizeram uma pressão tremenda no Estado para criar uma jurisprudência negativa, do ponto de vista jurídico. Não poderíamos sucumbir à pressão de algo que não era legal”, disse. 
Neste problema específico, Vecci diz que o Estado reconhece a necessidade de aumentar o quadro de pessoal da Polícia Civil e que vai se realizar  um novo concurso. “Na próxima semana eu e o secretário João Furtado vamos nomear uma comissão para desenhar os concursos para toda a área de Segurança Pública”, adiantou.

 
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