Liberdade de expressão não pode ser ameaçada Jornalista coagido na Administração de Vicente Pires
Jornalista coagido na Administração de Vicente Pires
Gilberto Camargos foi ameaçado e expulso da administração de Vicente Pires. A truculência ocorreu após artigo publicado no jornal Conversa Informal em que o jornalista criticou a falta de qualidade e planejamento das obras realizadas pela administração.
O jornalista tentou entrar na administração para falar com a assessora de imprensa Sabrina Fontinelli. Antes o local era liberado e livre. Porém, após a superlotação de funcionários ficou quase impossível transitar no local. Resolveram então barrar a entrada de qualquer pessoa de fora para esconder que a maioria dos funcionários não tem nada a fazer e está ali para ler jornais e navegar na internet. Para ter uma idéia de como está superlotada a administração, na recepção tem 3 secretárias e mais alguns funcionários que ficam andando de um lado para outro, mais parecendo seguranças. Ao passar pela porta que dá acesso à mesa da assessora, o jornalista só não foi retirado com violência física porque existia muita gente no local, e ele se retirou com o intuito de preservar sua integridade física. Seu ramo de atividade é a cobertura de acontecimentos da Região Administrativa e um de seus locais de atuação é a administração da mesma.
Já do lado de fora da administração o jornalista foi ameaçado pelo funcionário Aloisio que deixou claro que se ele voltar a entrar na administração vai usar a força física. Outro funcionário chegou a criticar a matéria sobre a calçada da Rua 03 e disse que vai mandar fazer análise do concreto para provar que o mesmo é usinado e chegou a insinuar que irá usar o jornal do concorrente para rebater o que é escrito no Conversa Informal. O primeiro funcionário comanda as licitações da casa e não tinha sido citado pelo jornal. O segundo funcionário lembrou apenas de fazer análise do concreto, mas esqueceu de que a qualidade total da obra está comprometida pela falta de planejamento. Esqueceu também que o Conversa Informal doa uma página para a administração escrever livremente o que quiser inclusive criticar o próprio jornal, esqueceu que o jornal e muito menos seu jornalista nunca obteve favores ou recebeu qualquer pagamento da administração durante toda sua existência. Porém, quer pagar o concorrente, que nem existe mais, para contestar o que é incontestável relativo à qualidade das obras da administração.
Certa vez, após uma publicar uma matéria defendendo o Brasil, eu fui parado por uma mulher na rua que perguntou: Que espécie de governo o senhor acha que os políticos nos legaram? Prontamente, respondi: uma democracia, senhora, isso se conseguirmos mantê-la.
A responsabilidade de um país não está nas mãos de alguns poucos privilegiados. Nós somos força, somos livres da tirania ,na medida em que cada um de nós lembrar de seu dever como cidadão.
Seja para reclamar de um buraco no asfalto da rua ou mentiras no discurso da administração, estado ou país. Manifeste-se, questione, exija saber a verdade.
A democracia não vem sem esforços e isso eu posso garantir. Mas é aqui que moramos e se cumprimos com nossa parte, é aqui que nossos filhos vão morar.
O Sindicato dos jornalistas lamenta esta agressão ao jornalista. A ameaça é uma clara afronta à liberdade de expressão consagrada com a Constituição Federal de 1988. Esta postura demonstra que determinados setores da vida pública e política acreditam que o Estado é patrimônio deles e que podem fazer o que quiserem com o que pertence ao povo. O senhor Gilberto Camargos e o Sindicato aguardam que a administradora apresente explicações sobre o fato. O Sindicato e o jornalista Gilberto Camargos ainda reforçam seu compromisso com a liberdade de imprensa e contra qualquer tipo de censura.
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