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Oposição insiste em investigar o Programa Segundo Tempo

 


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A oposição quer, porque quer e de qualquer forma, investigar o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Assunto, portanto, fora do alcance da Câmara Legislativa, por tratar-se de ação do governo federal. Três dos principais personagens do escândalos que envolvem supostos desvios de dinheiro do Ministério do Esporte, estão na mira da oposição distrital.

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais, deputada Liliane Roriz (PSD), protocolou, na manhã desta terça-feira (8), requerimentos de convocação dos secretários de Governo do Distrito Federal, deputado federal Paulo Tadeu, do secretário de Saúde, Rafael Barbosa, e do policial militar João Dias, delator do suposto esquema de corrupção.

Em entrevista à revista VEJA, o policial militar João Dias Ferreira revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos. Dias é um dos militantes do PCdoB presos no ano passado após investigações que deram origem à operação Shaolin, da Polícia Civil do DF. O recurso deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas, de acordo com a denúncia, acabou servindo para campanhas eleitorais de candidatos ligados ao PCdoB e do PT.

A autora do requerimento, Liliane Roriz disse que a intenção é investigar os dois secretários mais fortes do atual governo, postos sob suspeição de envolvimento nos supostos desvios de recursos. Segundo ela, a convocação de Paulo Tadeu é por ligações com ONGs beneficiadas pelo programa, que atuam em comunidades carentes do DF. Já Rafael Barbosa foi convocado por ter assinado despachos supostamente irregulares para beneficiar entidades que receberam recursos do Segundo Tempo.

Protocolados na Câmara Legislativa, os requerimentos devem ser analisados pelos integrantes da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na próxima quarta-feira (9), às 10h.

Para a presidente da CAS, a convocação dos servidores públicos se justifica pelo fato dos recursos supostamente desviados serem destinados para programas sociais que beneficiariam comunidades carentes do Distrito Federal.

 

Fonte: Câmara em Pauta

 
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